terça-feira, 22 de agosto de 2017

Assista ao vivo Jornal da Cultura | 22/08/2017


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Professor Edgar Bom Jardim - PE

Trocas de ofensas entre Jean Wyllys e família Bolsonaro dominam Conselho de Ética


Os deputados Jean Wyllys, Eduardo e Jair BolsonaroDireito de imagemCÂMARA DOS DEPUTADOS/AGÊNCIA BRASIL
Image captionCuspes, ofensas e vídeos editados fazem parte dos processos que chegaram ao Conselho de Ética na legislatura atual

Em meio à escalada das acusações de corrupção da operação Lava Jato, que lança suspeitas sobre mais de 50 deputados federais, o Conselho de Ética da Câmara - responsável por avaliar a conduta dos representantes populares - tem passado ao largo das investigações nos últimos três anos.
Na atual legislatura, o órgão foi monopolizado por picuinhas e ofensas que envolvem, principalmente, dois sobrenomes: Bolsonaro e Wyllys. Seis dos 14 processos que tramitaram no Conselho de Ética têm como acusados Jean Wyllys (3), Eduardo Bolsonaro (2) e Jair Bolsonaro (1).
Ao mesmo tempo em que lidera como deputado sobre o qual recaiu o maior número de acusações, Wyllys é citado como alvo de ofensas em três processos - dois em que o acusado era Eduardo Bolsonaro e uma, o Delegado Éder Mauro.

Foco nas ofensas


O Plenário da CâmaraDireito de imagemJOSÉ CRUZ/AGENCIABRASIL
Image captionApenas dois dos 13 processos já deliberados pelo Conselho de Ética da Câmara levaram a algum tipo de punição

Ofensas e agressões entre adversários políticos correspondem à maioria das representações apresentadas no Conselho de Ética: oito entre 14 processos. Duas envolvem a edição de vídeos onde foi constatada a manipulação de falas de Wyllys; outras duas dizem respeito a acusações de corrupção; por fim, mais duas referem-se a supostos discursos de intolerância.
O resultado das deliberações do conselho frequentemente é nulo. Um levantamento feito pela BBC Brasil mostra que, dos 13 processos já deliberados (há um 14º ainda em tramitação), apenas dois levaram a algum tipo de punição aos deputados: a cassação de mandato do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e uma censura escrita direcionada a Jean Wyllys. Os outros foram arquivados.
Para Sérgio Praça, cientista político e professor da FGV CPDOC, destaca-se no levantamento o foco em questões relacionadas à retórica, em detrimento de aspectos éticos "propriamente ditos". "Também, se fosse colocar todo mundo que está na Lava Jato no conselho, ele não conseguiria trabalhar", diz.
Enquanto o foco na retórica evidencia, para Praça, um funcionamento apenas "simbólico" do Conselho de Ética, recai sobre outras instituições - como o Ministério Público e a própria imprensa - a responsabilidade por apurações sobre os esquemas de corrupção. "Ao mesmo tempo, é impensável não ter um Conselho de Ética", aponta.
Criado em 2001, o colegiado surgiu em meio a uma sequência de revelações de esquemas de corrupção. Em seus primeiros anos de trabalho, foi justamente nos casos rumorosos de corrupção, como nos achados da CPI dos Correios ou das investigações do mensalão, que o colegiado se concentrou.
O cientista político Murillo de Aragão lembra que o Conselho de Ética já recomendou punições severas e emblemáticas, como a perda do mandato de Roberto Jefferson e José Dirceu, envolvidos no escândalo do mensalão, e o próprio caso de Cunha.
Aragão explica que o grau de punição imposto pelo conselho varia, mas que um fator é determinante: a pressão externa. "Sem uma atuação permanente da opinião pública e, em especial, da sociedade civil, tais denúncias vão terminar sempre no arquivo. Não há uma cultura de reprimendas a colegas no Congresso Nacional", aponta.

Eduardo Cunha teve mandato cassadoDireito de imagemANTONIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL
Image captionProcesso que levou à perda do mandato de Eduardo Cunha passou pelo Conselho de Ética

'Vagabunda' e 'maconheiro'

Em uma das contendas que tramitou no Conselho de Ética a partir de 2015 e que levou à censura escrita, Wyllys foi julgado por ter cuspido em Jair Bolsonaro durante votação da admissibilidade do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff na Câmara.
Em outros processos, que foram arquivados, Wyllys era acusado de associar a atuação dos deputados Eduardo Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Marco Feliciano ao atentado à boate gay Pulse, nos Estados Unidos; e de atentar à "moral" do deputado João Rodrigues.
Já Eduardo Bolsonaro viu arquivadas duas acusações contra si: uma de um vídeo editado que manipulava a fala do deputado do PSOL e outra de um cuspe.
Laerte Bessa (PR) também acumulou duas representações contra si. Foi acusado de ofensas proferidas contra o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg.
"Eu tenho falado que o governador de Brasília é um grande maconheiro, um bandido que está acabando com o Distrito Federal. Esse governador, além da incompetência que tem, porque ele não sabe gerir, ele é preguiçoso, é um cara que não trabalha", disse Bessa em plenário.
Em outra ocasião, o deputado chamou a "maioria" dos petistas de ladrões, além de referir-se à ex-presidente Dilma Rousseff como "vagabunda".
Por outro lado, o processo que recaiu sobre Jair Bolsonaro - já arquivado - o acusava de fazer "apologia ao crime de tortura" ao homenagear o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra na votação pela admissibilidade do impeachment de Dilma.
Ustra foi considerado pela Comissão Nacional da Verdade responsável por perpetrar torturas durante a ditadura militar.
Procuradas, as assessorias de Wyllys, Jair e Eduardo Bolsonaro não enviaram posicionamento até a publicação desta reportagem.
Já a equipe de Laerte Bessa ressaltou que as representações foram arquivadas e que "não houve nenhum atentatório ao decoro parlamentar". "O intuito foi de criticar, não de injuriar", escreveu a assessoria de Bessa em nota, acrescentando que o deputado estava no pleno exercício de suas funções.

Acusações de partidos políticos


O deputado Wladmir CostaDireito de imagemNILSON BASTIAN/CÂMARA DOS DEPUTADOS
Image captionWladimir Costa deve enfrentar o segundo processo no Conselho de Ética nesta legislatura

Representações contra deputados podem chegar ao Conselho de Ética por autoria de partidos políticos ou por obra da Mesa Diretora da Casa - que pode atender à provocação de parlamentares, comissões ou cidadãos.
Neste caso, a Corregedoria da Câmara avalia a procedência da acusação - em caso positivo, encaminha para o Conselho de Ética.
Aqueles apresentados por partidos políticos vão direto para o conselho, e é o PT que mais recorreu a esse mecanismo: entre 2015 e 2017, o partido abriu quatro representações. O Partido Comunista Brasileiro (PCB) vem em seguida, com dois processos.
Em caso da deliberação, no conselho, por penalidades graves - como a suspensão ou a perda do mandato -, o processo deve seguir para o plenário da Câmara. Foi o que aconteceu com Cunha, que teve o mandato cassado em 2016. A representação, aberta pelo PSOL e pela Rede, concluiu que ele mentiu em depoimento à CPI da Petrobras, em 2015, ao afirmar que não tinha contas no exterior.
O Conselho de Ética avalia acusações contra deputados com base no Código de Ética e no Regimento Interno da Câmara dos Deputados. Esses documentos tipificam uma série de condutas "incompatíveis com o decoro parlamentar", como perturbar a ordem das sessões da Casa, praticar ofensas físicas ou morais, usar o cargo para constranger e aliciar funcionários, além de relatar matérias de interesse de eventuais financiadores de campanhas eleitorais.
As acusações contra os parlamentares na Lava Jato poderiam facilmente se enquadrar nessas duas últimas condutas.
Por Mariana Alvim
Professor Edgar Bom Jardim - PE

O lado ruim de ter inúmeras opções de carreiras


EscaladaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionTer sucesso na carreira não é mais sinônimo de atingir o topo, mas como planejar o próximo passo profissional?

Quando terminou a faculdade, há menos de uma década, Nina Cheng não poderia imaginar que estaria agora vendendo capas para iPhone de pele de raposa por valores superiores a US$ 350 (R$ 1,1 mil).
Antes de começar seu próprio negócio, ela já tinha trabalhado em três diferentes setores - bancário, consultoria e moda. Mas, cansada do que chamou de "falta de liberdade", decidiu se lançar em uma nova empreitada para ter maior controle sobre sua carreira.
"Quando comecei a trabalhar (durante a recessão), me considerava agradecida por ter um emprego", diz Cheng, fundadora da Wild and Woolly, uma empresa com sede em Nova York que vende capas para celulares e brincos.
Mas depois, diz ela, "passei a sentir que precisava de uma liberdade completa para explorar outras opções".
Cheng acabou trocando o mundo corporativo pelo empreendedor. Mudar de profissão pode parecer cansativo no início, mas ter tido experiência em diferentes setores permitiu a ela lidar melhor com eventuais frustrações.
Para muitos, o conceito tradicional de carreira está morto. Agora, movimentos laterais são tão importantes para o crescimento profissional quanto salários ou cargos mais altos.
O problema é, a cada dia que passa, parece mais difícil lidar com a imensa quantidade de oportunidades.

Emmanuel Macron e Arnold SchwarzeneggerDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionDe halterofilista a estrela de cinema e, finalmente, governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger soube fazer transição de carreira

'Teia ou labirinto'

"Em vez de subir degrau por degrau", a estrutura tradicional das carreiras passou a ser "uma teia ou labirinto", opina Katy Tynan, estrategista-chefe de desenvolvimento de talento na Coreaxix, uma consultoria que presta serviços para multinacionais.
Muitas pessoas veem essa mudança com otimismo porque "a maneira como encaramos a carreira hoje em dia força todo mundo a perseguir uma única posição no topo - e essa é a receita para a frustração", acrescenta ela.
As gerações mais novas de profissionais tendem muito mais a fazer movimentos laterais em suas carreiras, segundo um relatório do banco britânico Barclays publicado em 2016.
Segundo o estudo, 24% dos entrevistados que tinham menos de 34 anos disseram já ter trabalhado em quatro setores diferentes, comparado com 59% dos que tinham mais de 65 anos e a experiência de "apenas" três diferentes setores no currículo.
A pesquisa acrescenta que nesse ritmo os mais jovens vão mudar de cargo sete vezes mais do que seus pais ao longo de suas vidas profissionais.
Para navegar nessa nova estrutura de carreira, as gerações mais novas vão ter que priorizar obter habilidades intangíveis em diferentes tipos de setores, argumenta Tracy Williamson, diretora de marketing do Barclays.
Segundo ela, as empresas focam hoje menos na experiência em um determinado setor e mais na capacidade de o candidato adaptar-se a mudanças no ambiente de trabalho, assim como em se comunicar por diferentes plataformas e em solucionar problemas.
Neste sentido, o novo contexto acaba com o antigo dilema de que, para crescer em determinada empresa, seria preciso esperar seu chefe - ou o chefe do seu chefe - morrer.
Mas ainda que esse novo cenário possa parecer, a princípio, libertador, ter de se reinventar a todo momento requer muito mais energia.

Mulher trabalha no escuroDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionMovimentos laterais, como, por exemplo, sair de uma vaga em vendas para trabalhar como consultor independente, aumentaram na última década

Exaustão

Os movimentos laterais, como por exemplo sair de uma vaga em vendas para trabalhar como consultor independente, aumentaram na última década.
Mas também trouxeram muita confusão, diz Tynan.
Com cada vez mais pessoas trabalhando como autônomos, ter sucesso na carreira não é sinônimo de atingir o topo.
"Pensar em todas essas opções é realmente desgastante", diz Evan Polman, professor-assistente de marketing da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA) que estuda a fadiga da decisão.
Além disso, mover-se constantemente pode dificultar a progressão na carreira, uma vez que, segundo a especialista, impede o profissional de ter um pensamento mais abrangente, necessário para crescer profissionalmente.
Mas o que fazer se você se sente sobrecarregado pela necessidade constante tanto de analisar suas opções de carreira quanto de considerar seu próximo passo profissional? Afinal, a resposta já não é mais tão óbvia quanto no passado.
Impor-se limites é um bom começo. Tynan recomenda a seus clientes que não se façam a pergunta "o que eu quero ser?" como forma de progredir na carreira.
Em sua opinião, os profissionais devem deixar de lado a indecisão e, em vez disso, descobrirem quais tipos de habilidades querem aprimorar, além de focarem no tipo de trabalho e problemas que querem solucionar.
"Algumas pessoas ficam se sentindo muito mal porque, na verdade, não fazem qualquer exercício de introspecção", diz ela.
Em vez de analisar possíveis movimentos de carreira toda semana, os profissionais devem optar por rever seus planos a cada ano, ao mesmo tempo em que mantêm um objetivo maior a médio prazo, defende Tonushree Mondal, consultora de recursos humanos na Filadélfia.
Assim, limitar o número de vezes que você pensa em ampliar suas metas pode ajudá-lo a superar essa sensação constante de que "as opções são infinitas", acrescenta.
Segundo ela, criar um plano de carreira de longo prazo ajuda a cumprir objetivos menores.
Cheng diz que mudou de ideia sobre suas possibilidades profissionais ao ter experimentado diferentes empregos e ao fazer contatos profissionais frequentes com pessoas que trabalham em setores variados.
Antes de criar seu próprio negócio, ela passou dois anos como gestora de projetos nos setores farmacêuticos e de varejo, além de estabelecer contatos na indústria da moda.
A agora empresária chegou, inclusive, a fazer um estágio não remunerado em uma revista de moda.
"Fui bastante aguerrida para tentar absorver o conhecimento de outras pessoas", lembra ela.

Mulher confusaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionSegundo a consultora Tonushree Mondal, criar um plano de carreira de longo prazo ajuda a cumprir objetivos menores

Evite a paralisia

Identificar marcas claras de sucesso na medida em que você restringe suas opções de carreira também pode ajudá-lo a administrar a pressão e o cansaço de planejar os próximos passos, diz Polman.
Por exemplo, comemorar uma nova habilidade aprendida ou mudar de banda salarial seriam formas de fazê-lo se sentir como se estivesse progredindo sem a necessidade de uma promoção tradicional.
"Você precisa ter uma sensação de progresso para que você possa se sentir mais seguro para escolher alguma coisa", conclui.

Professor Edgar Bom Jardim - PE

'Já atingiram meu olho, mas não vão me calar': professora agredida por aluno denuncia mensagens de ódio


Professora mostra resultado de agressão em sala de aulaDireito de imagemREPRODUÇÃO/ FACEBOOK
Image captionMarcia Friggi conta ter sido agredida por aluno de 15 anos

O sangue que escorria de uma abertura do supercílio manchava o rosto de Marcia Friggi, de 51 anos. Do olho esquerdo brotavam lágrimas já que o direito, atingido por um soco, estava tão inchado que a professora de língua portuguesa e literatura de Indaial, em Santa Catarina, mal conseguia abri-lo. Era o primeiro dia de aula de Friggi para aquela turma. E também o primeiro dia do aluno agressor ali.
Os ferimentos físicos, causados por um aluno de 15 anos e documentados em foto, impressionam. Mas as agressões à professora não se encerraram aí. A exposição do caso nas redes sociais de Friggi desencadeou uma nova onda de ataques contra ela, conforme relatou a professora à BBC Brasil:
"Estou estarrecida. Certas pessoas estão escrevendo que eu merecia isso, por meu posicionamento político de esquerda, de feminista. Já atingiram o meu olho, mas não vão me calar. Na sala de aula é uma coisa, mas nas redes sociais tenho todo o direito de me expressar", afirmou a professora, que se desdobra em dois empregos, nas redes municipal e estadual, para sustentar a família.
Com a voz embargada, Friggi definiu sua condição:
"Exerço uma das profissões mais dignas do mundo, com um salário miserável".
A escola onde Friggi foi agredida, na qual leciona há quatro anos, dedica-se ao ensino de jovens e adultos.
"Somos agredidos verbalmente de forma cotidiana. Fomos [os professores] relegados ao abandono de muitos governos e da sociedade. Somos reféns de alunos e de famílias que há muito não conseguem educar. Esta é a geração de cristal: de quem não se pode cobrar nada, que não tem noção de nada", lamenta.

Socos na escola

Conforme relatou em uma postagem no Facebook, já compartilhada mais de 321 mil vezes, Friggi foi agredida por um estudante durante a aula.
Ao pedir que o aluno colocasse um livro que estava entre as pernas sobre a mesa, a professora conta que foi xingada. Depois, o aluno jogou o livro em sua direção.
Ao encaminhar o jovem para a direção escolar, Friggi acabou alvo de socos e agressões.
"Ele, um menino forte de 15 anos, começou a me agredir. Foi muito rápido, não tive tempo ou possibilidade de defesa. O último soco me jogou na parede", escreveu a professora.
À BBC Brasil, a delegacia da Polícia Civil de Indaial confirmou ter registrado a ocorrência ainda na manhã da última segunda-feira. Por ser menor de idade, o adolescente teve a atitude anotada em um ato infracional por lesão corporal e deve ser levado a depor ainda esta semana.
Em 2016, o mesmo jovem já havia sido denunciado por lesão corporal contra a própria mãe e, em 2017, por ameaça contra um Conselheiro Tutelar, que acompanha o desenvolvimento do rapaz. Na ocasião, o jovem havia afirmado que daria um soco no rosto do profissional, tal como acabou fazendo com Friggi.
O adolescente continua regularmente matriculado na escola. A Prefeitura de Indaial informou que a Secretaria Municipal de Educação e o Juizado de Infância e Adolescência vão avaliar como proceder.

Ataques nas redes sociais

Junto com manifestações de solidariedade, a professora foi alvo de uma enxurrada de mensagens de ódio de pessoas que a culparam pelo incidente. Os internautas acusaram-na de ter feito comentários elogiosos à uma ovada desferida contra o deputado federal Jair Bolsonaro.
Nos comentários, ela leu que "apanhou pouco" e que "se a senhora e vários outros professores se preocupassem em ensinar ao invés de imbecilizar os alunos, cenas como essa não existiriam nas escolas. Você é cupada por incentivar o desrespeito, a falta de educação, o vitimismo e o coitadismo".
Em resposta, a professora fechou suas páginas nas redes sociais para comentários. Antes disso, no entanto, afirmou em uma mensagem: "dilacerada ainda, mas em paz".

Gotas de sangue no chão da escolaDireito de imagemREPRODUÇÃO/ FACEBOOK
Image caption"Somos reféns de alunos e de famílias que há muito não conseguem educar", diz professora

Experiência cotidiana

A situação vivida por Friggi nesta segunda-feira é, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), uma experiência vivida por muitos professores brasileiros. Uma pesquisa de 2014, feita em 34 países, revelou que 12,5% dos educadores brasileiros disseram sofrer agressões verbais ou intimidações de alunos ao menos uma vez por semana. A média entre todos os países foi de 3,4%.
"Estou dilacerada por ter sido agredida fisicamente. Estou dilacerada por saber que não sou a única, talvez não seja a última. Estou dilacerada por já ter sofrido agressão verbal, por ver meus colegas sofrerem", desabafou Friggi.
Além da falta de segurança para exercer a profissão, professores brasileiros são comprovadamente mal-remunerados. Outro levantamento da OCDE, de 2016, mostrou que os docentes dos ensinos fundamental e médio do país recebem menos da metade do que a média dos profissionais da educação dos 35 países membros da organização.
Por Amanda Rossi e Mariana Alvim
Professor Edgar Bom Jardim - PE

Estuprador de crianças foi preso


Um aposentado suspeito de abusar sexualmente de cinco crianças com idades entre 6 e 10 anos foi preso na última sexta-feira (18) por policiais da Delegacia de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA), no bairro de Jardim Fragoso, em Olinda. O aposentado de 52 anos também teria abusado de uma menina de 2 anos, irmã de outra vítima. 

O caso foi apresentado nesta terça-feira (22). Uma semana antes de ser preso, o homem foi denunciado e quase linchado por moradores do bairro, chegando a prestar depoimento. Por não ser configurado o flagrante, ele terminou sendo liberado.

Leia também:
Suspeito de abusar de seis crianças é indiciado e liberado após depor


De acordo com a delegada-adjunta da DPCA, Lúcia de Fátima, as crianças costumavam frequentar a casa do aposentado, onde ele morava com seu filho de 10 anos, que é amigo das vítimas. Os abusos teriam começado há cerca de dois meses.

A denúncia partiu da mãe de uma das crianças, que notou o sumiço da filha e a encontrou na casa do acusado, escondida sob a cama. "Ele chamava as crianças para assistir filmes na sua casa, mas quando chegavam lá, ele passava filmes pornôs", contou o gestor do DPCA, Darlson Macedo. "Ele oferecia pequenas quantias em dinheiro, algum doce, brinquedo, qualquer agrado às crianças", acrescentou.

Relatos das crianças indicam que o aposentado obrigava as vítimas a praticar sexo oral com elas e a apalpar sua genitália. Uma das crianças confirmou, em depoimento, que tanto ela quanto sua irmã tinham sido abusadas dessa forma, mas que não houve penetração. O filho dele negou que o pai tenha abusado dele, mas confessou participar das sessões de pornô. 

O homem está preso no Cotel, em Abreu e Lima, e deve ser julgado por estupro de vulnerável, que prevê de 8 a 15 anos de prisão; e também por atos libidinosos, por facilitar ou induzir o acesso de crianças a materiais de sexo explícito ou pornográfico, que tem pena de 1 a 3 anos de reclusão e multa.
De Folha de Pernambuco
Professor Edgar Bom Jardim - PE

Perdemos Manuel Mendes, " o memino de Bom Jardim para o mundo"


Veja fotos e conheça um pouco mais da história desse grande jornalista, escritor e um dos  pioneiros na construção de Brasília, a capital do Brasil.

Colégio Santana de minha infância, a primeira escola regular que freqüentei, guardo as mais doces recordações. As madres alemãs eram habilidosas no trato com as crianças, sem esquecer a rigidez disciplinar própria dos alemães.
Outra preocupação, que ia além do simples ABC, era incutir nos alunos o gosto pela música, pelo teatro, pela cultura enfim. Como me lembro das brincadeiras que a madre Duária (Ilduaria) fazia! Ou da música, canções, piano, teatrinho sob o comando da autoritária madre Maurícia! Minha irmã, Maria, e eu, apesar dela está com 90 e eu com 91 anos, ainda temos vivas em nossas memórias as canções e algumas dessas peças infantis de que participamos, como O Sapateiro. Fui um dos sete sapateiros que formavam o elenco dessa peça e minha irmã, com mais seis outras coleguinhas, as freguesas que levavam os sapatos para consertar. Quando a cortina abria, mostrava o palco com sete banquetas de sapateiro e sete tamboretes, com alguns sapatos em volta. Os sete sapateiros entravam em fila, comigo à frente, por ser o menor do grupo. Vestíamos um avental de trabalho e levávamos um martelo numa mão e um pedaço de sola na outra. Íamos batendo na sola e cantando, com madre Maurícia ao piano:
Bum, Bum, Bum,
É tão bom ser sapateiro
Pois, enquanto o dia inteiro
Pula e brinca sem cessar,
Depois vai trabalhar. (Bis)
Cada menino ocupava sua banqueta. Entram então as meninas, dançando e cantando:
Vamos passear
E depois dançar,
Até a sola se estragar...
Vamos passear
e depois dançar
Até a sola se estragar.
Cada uma postava-se em frente de um sapateiro:
Bom dia, meu senhor,
Lhe rogo por favor,
Este meu sapatinho
Conserte-o direitinho.
Os meninos se levantam e fazem uma reverência:
Às ordens, senhorita,
Aqui estou,
Seu pé me deixe ver. (As meninas levantam o pé)
Mas, quanto este sapato
Se estragou,
Um novo vou fazer.
As meninas dão uma tira de papel e cantam:
Pois, tome a medida,
Assim serei servida.
Conserte-o bem melhor.
Obrigada, meu senhor.
E saem cantando a mesma canção da entrada. Pouco depois saem os meninos, cantando e batendo, tal como entraram. Havia uma outra peça, só para meninas maiores, A Lavadeira, com pedras e bacias d’água no palco. O grupo entrava com uma trouxa de roupa na cabeça. Colocava-a no chão, tirava de lá uma peça, mergulhava na bacia e depois batia com ela na pedra, sempre cantando:
Bate, bate lavadeira,
Bate e lava sem parar
E depois desta canseira
Como é bom o descansar!
A memória infantil é algo fabuloso mesmo. Tudo parece ter sido ontem, quando o foi lá por volta de 1935/6. Os versos estão um pouco forçados porque eles são tradução do original alemão. Também os estou repetindo com base na memória de minha irmã, pois nada temos escrito. É provável que haja falha, mas, no geral, dá uma idéia do nosso teatrinho de que Marly Mota, que dele participava, fala em seus livros. Para aumentar o espaço do teatrinho — na época, o colégio ocupava apenas um prédio, o original — as paredes que separavam as salas de aula eram de madeira e de correr, um recurso engenhoso que permitia assim um vão maior para as cadeiras e o palco improvisado nos dias de festa. (Manuel Mendes) 

https://www.youtube.com/watch?v=RD8benhimuk

Mensagens nas redes sociais

com um sorriso no rosto, o mesmo sorriso que nos acalentou, que nos acalmou, e que nos ensinou, com muito amor e paciência, a seguir o caminho do bem e da retidão.
A sua memória será para sempre honrada, o seu nome e a sua história serão sempre repetidos com amor, carinho e respeito. Você continuará eternamente presente em nossas vidas e em nossos corações.
Vá em paz, e siga o caminho que Deus lhe convidou a seguir.
😢
Te amarei eternamente, meu baixinho da careca mais cheirosa do mundo.
❤️👴🏼 ❤️
Frautes de Souza Muito triste, parte da história de Brasília vai com ele. Pioneiro e jornalista deixa importante legado. Minhas condolências
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Giogiane Lima Meus sentimentos
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Zelia Paula Meus sentimentos.Muito triste com a sua partida.O senhor Manuel foi como um membro da família para nós Aprendi muito com ele.Era cheio de sabedorias.Vá com Deus Sr.Manuel e descanse em paz.Sentirei saudades eternas.
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Paula França Meus sentimentos, um grande homem que enaltecer eu a comunidade de Umari. A biblioteca da EREM Justulino tem seu nome.
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Cida Pereira Muitos triste jeito meus sentimentos e Deus conforte toda família
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Rosângela Ferreira Meus sentimentos ,Deus te ilumine e te proteja la no ceu seu Manoel.
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Kátia Andrade Meus sentimentos. 
Descanse em paz!
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Ailton Siilva Meus sentimentos, que Deus coloque esse homem em um bom lugar no céu pois nunca conheci uma pessoa tão boa como essa, que realizou um sonho meu e de muitas pessoas... mim levou a brasilha e mim acolheu em sua casa como um filho nunca esquecerei disso q...Ver mais
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Edgar S. Santos http://professoredgarbomjardim-pe.blogspot.com.br/.../per...
Veja fotos e conheça um pouco mais de sua história.…
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Maria Das Graças Machry Meus sentimentos e que Deus te dê forças para suportar mais uma dor

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