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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Da violência doméstica no Pará à universidade nos EUA: a saga de uma jovem brasileira na mira da deportação

Valéria atualmente e quando pequena
Image captionValéria cresceu sob o medo constante de ser deportada | Foto: Arquivo pessoal
A decisão do presidente americano Donald Trump de revogar as autorizações de moradia e trabalho dadas por Barack Obama a mais de 750 mil crianças e adolescentes que entraram ilegalmente nos EUA trouxe à tona histórias dramáticas sobre o futuro de mexicanos e centro-americanos - principais beneficiados pelo Daca (Deferred Action for Childhood Arrivals), um programa criado em 2012 para regularizar a situação destes jovens, conhecidos como "dreamers" (ou sonhadores).
Mas o futuro é incerto não apenas para eles. Desde a revogação do decreto, em 5 de setembro, o grupo formado por 7,4 mil "dreamers" nascidos no Brasil, segundo os dados oficiais mais recentes (junho de 2017), voltou a dormir e acordar com o fantasma de oficiais de imigração batendo na porta com ordens de deportação.
A maioria mal fala português, nunca voltou ao Brasil e cresceu cercada por referências americanas - dos livros e colegas de escola, às comidas e aos programas favoritos de TV.
O Brasil ocupa o sétimo lugar no ranking de países de origem mais atendidos pelo Daca. No topo estão México (622,7 mil beneficiários), El Salvador (28,5 mil) e Guatemala (20 mil).
Os opositores do programa argumentam que ele dá anistia a imigrantes ilegais, autorizando estrangeiros irregulares a disputarem postos de trabalho que poderiam ser ocupados por americanos ou imigrantes em situação regular. Defendem também que, quem desrespeitou a lei, não deve se beneficiar de políticas lenientes. Alguns alegam ainda que esses filhos de imigrantes não são confiáveis e oferecem risco à segurança nacional.
Já quem o defende afirma que o Daca apenas evita a deportação imediata, sem garantir residência permanente ou cidadania futura. Seria, para estes, uma forma de assegurar condições minimamente decentes a pessoas que não escolheram atravessar a fronteira de forma irregular - e que comprovaram que estudam e não têm antecedentes criminais.
A iminência da deportação para um passado distante ou praticamente inexistente (muitos vieram para os EUA ainda bebês de colo) reacende traumas antigos - como os da estudante Valéria do Vale, que chegou aos Estados Unidos aos 7 anos, fugindo com a mãe e a irmã da pobreza e da violência doméstica no interior do Pará.
"Você era tão pequena. Deve ser difícil se lembrar do que aconteceu naquele dia, não?", pergunta a BBC Brasil à estudante, que na noite da travessia foi separada da família e entregue a estranhos para cruzar um rio na fronteira entre México e Estados Unidos, no fim de 2004.
Protesto na Califórnia pela manutenção do DacaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionPlano do governo americano de extinguir o Daca levou a uma série de protestos no país
"Lembro de cada segundo como se fosse hoje", responde a estudante de ciências políticas de 19 anos, filha de uma faxineira.
Depois de guardar o segredo de sua ilegalidade por 12 anos e enfrentar preconceito de onde menos esperava ("sempre ouvi historias de brasileiros que delatavam brasileiros para a imigração"), hoje, Valéria é a primeira pessoa da família a chegar à universidade, graças ao Daca.

O caminho até chegar aos EUA

"Não tem como entender algo que você nunca viveu", adverte a estudante, enquanto conta sua história.
Após seguidas agressões do ex-marido e sem perspectivas de trabalho na pequena cidade de Jacundá, a 400 km de Belém (PA), a mãe de Valéria decidiu recomeçar com as duas filhas, então com 7 e 1 ano e meio de idade, nos Estados Unidos, onde a irmã já vivia legalmente.
"Minha mãe era vítima de violência doméstica. Em uma cidade pequena como Jacundá, não tem para onde ir. Não tem para onde crescer. E não tem lei", diz a atual moradora de Boston (Massachusetts).
Após ter o pedido regular de visto recusado, a família decidiu voar para o México. "O oficial (do consulado americano) viu que meu pai não viajaria e negou nosso visto. Aí minha mãe decidiu cruzar a fronteira (do México aos EUA) . Nenhuma de nós sabia bem o que isso significava", lembra Valéria, que intercala um português com sotaque americano com termos em inglês, como "you know" (sabe?) ou "whatever" (tanto faz).
"No México, passamos uma semana dentro de uma casa com um bocado de gente. Os coiotes (agentes ilegais que transportam imigrantes em condições precárias) ensinavam a gente o que teríamos que falar depois de cruzar."
"Ensinavam o quê?", pergunta a reportagem. "Eles formavam famílias de pai, mãe e filho. Então, a gente tinha que combinar para poder falar sobre um passado que não existiu. Como éramos três mulheres, me separaram de minha mãe e minha irmã, que era um bebê, e eu fui com desconhecidos", lembra a estudante.
Ela continua: "Fiquei num deserto um dia inteiro, cruzamos o rio e eu pensei que fosse me afogar. Fui nas costas da 'esposa' e a água estava no pescoço dela. Muito traumático."
Recebida por outros coiotes já nos Estados Unidos, Valéria ficou 20 dias sem ter notícias da mãe e da irmã.
"Foi bem emocionante encontrá-las de novo. Quando se cruza a fronteira, muita coisa pode acontecer. Tem o calor, tem fome e sede, tem gente sequestrada… Ela estava muito preocupada."

A vida sem documentos

Brasileira fala em palestra sobre os direitos dos imigrantes
Image captionBrasileira fala em palestra sobre os direitos dos imigrantes; 'Filho de imigrantes tem responsabilidades bem cedo', diz a jovem | Foto: Arquivo pessoal
"Nos EUA, o status migratório sempre vira uma arma contra a gente mesmo", diz Valéria do Vale.
Ela conta que, até os 16 anos, quando se tornou uma "dreamer", não contou o segredo a nenhum amigo, por medo de ser descoberta ou denunciada.
"As escolas não exigem a documentação, mas lá dentro ou fora a gente não podia contar pra ninguém. Até na comunidade brasileira a gente enfrenta um estigma. A gente ficava com medo do preconceito dos próprios brasileiros, porque sempre ouvia histórias de brasileiros que delatavam para a imigração. Muitos brasileiros chegam e pegam trabalho com brasileiros e depois não recebem, ou são ameaçados."
Durante o ensino fundamental, Valéria chorou quando não pode explicar, a uma professora, porque teve de faltar a um concerto musical e acabou sendo obrigada a assistir a uma aula em pé, como castigo.
"Filho de imigrantes tem responsabilidades bem cedo. Minha mãe estava trabalhando e eu tive que cuidar da minha irmã. A professora me deixou de castigo porque, diferente dos outros alunos, eu não tinha uma carta explicando por que faltei. Mas a minha mãe não sabia falar ou escrever em inglês. E eu não podia contar que estava cuidando da minha irmã, porque naquela idade isso também era ilegal."
"Ela me deixou tão exposta na frente dos outros alunos que eu não aguentei e chorei muito."
Considerada branca no Brasil, Valéria costuma ser encaixada na categoria "latina" nos Estados Unidos.
"Minha família é branca, a gente até parece americano, mas esquece que a discriminação vai além do olho. Quando estava aprendendo, eu tinha um sotaque muito forte. As pessoas faziam piada, tratavam diferente, me colocavam em outro lugar."

O decreto - e a reação à revogação

Aos 16 anos, Valéria decidiu compartilhar o aprendizado de imigrante com outros recém-chegados nos EUA.
Funcionária de uma organização social, ela se dedica a ensinar aos novatos os caminhos para a conquista de bolsas para faculdades e ajuda financeira.
Sobre a decisão de Trump de revogar o decreto do antecessor, a estudante diz que nunca se sentiu plenamente estável.
"O Obama não acordou um dia e decidiu criar uma política de imigrantes porque estava de bom humor. Isso foi fruto de uma luta muito grande de muita gente que perdeu muitas pessoas. A gente continua perdendo", diz.
"Eu sempre soube que, quando um presidente mais conservador viesse, a gente podia perder o Daca. Até com a Hillary isso poderia ter acontecido", continua.
Valéria posa com a família no dia de formatura no colégio
Image captionBrasileira posa com a família no dia de formatura no colégio nos EUA: 'Me sinto parte dos dois países'
Agora, ela luta para mudar a percepção de quem vive nos Estados Unidos sobre os imigrantes.
"Eu quero que a conversa sobre imigração seja feita de uma maneira diferente da feita por Washington, porque ela machuca a minha mãe, que até hoje faz limpeza e cria minha irmã de 15 anos, que estuda", diz.
"Hoje eu tenho consciência dos meus direitos e da minha importância aqui, e cada vez mais pessoas precisam saber disso."
Desde que cruzou a fronteira, nas costas da família desconhecida, Valéria nunca mais voltou ao Brasil.
"Nunca fui pro Brasil", diz.
"Me sinto parte dos dois países. Tenho orgulho da minha identidade brasileira e penso que ela nunca escapou de mim porque senti na pele o preconceito. Mas me identifico como uma americana", diz. "Meu lugar agora é aqui."

O futuro dos sonhadores

No início de setembro, o procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, anunciou o fim do Daca, criado por Obama para regularizar temporariamente imigrantes em situação ilegal que chegaram aos Estados Unidos quando eram menores de idade.
Para se qualificarem para o Daca, candidatos com menos de 30 anos eram obrigados a enviar informações pessoais ao Departamento de Segurança Interna do país, incluindo seus endereços e números de telefone. Eles tinham de passar por uma verificação de antecedentes do FBI que garantisse a ausência de antecedentes criminais. Também tinham de estar na escola ou ser recém-formados.
Desde o dia 5 passado, o governo não aceita mais pedidos para novos beneficiados pelo Daca.
Nos próximos seis meses, nada muda para quem já foi aceito pelo programa. Esse é o tempo previsto para que o Congresso dos EUA encontre uma solução legislativa para quem recebeu uma autorização temporária para permanecer no país.
Máscara de Trump em meio a protesto nos EUADireito de imagemREUTERS
Image captionTrump negocia no Congresso quais serão as regras que determinarão o futuro dos 'dreamers'
Há a possibilidade, por exemplo, de um programa com regras similares ser aprovado pelo Congresso americano e se tornar lei.
Se o programa for desmantelado, em contrapartida, os "dreamers" voltarão a ser ilegais e perderão suas licenças de trabalho, seguro de saúde e, em alguns Estados, suas carteiras de motorista, correndo o risco de serem deportados a qualquer momento.

Da BBC Brasil em Washington

Professor Edgar Bom Jardim - PE

sábado, 10 de agosto de 2013

VI Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco



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domingo, 30 de junho de 2013

A herança de João Lira: prédio do Varonil pede socorro ao prefeito Miguel, ao Ministério Público e a FUNDARPE.

Será que o prédio vai desabar ?
Pra onde foi quatrocentos e setenta e um mil reais ?
Quem vendeu o Varonil ? 
Pra onde foi o dinheiro?
É essa a política boa de Bom Jardim, que o povo quer de volta?
É essa política que Miguel vai manter até o final do seu governo?
O povo brasileiro não aceita mais a velha política, a modernização conservadora, a corrupção,nepotismo, incompetência administrativa, negligência e omissão das autoridades, descaso com o patrimônio e o dinheiro público.
Qual será a atitude da Câmara diante desse caso?
E o Tribunal de Contas?
Acorda, Miguel !
Tudo que ocorre em São Paulo, Brasilia, Rio, Recife, Fortaleza, Salvador, Natal , Belo Horizonte, também pode vir a ocorrer em  Bom Jardim, Umari, Bizarra, Freitas, Tamboatá....
Muda Miguel, Assume Miguel, Atende o telefone Miguel, Trabalha Miguel, seja um político estadista, não siga a miséria do populismo barato, clientelista, covarde de pensar só na próxima eleição. Pense na próxima geração.












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sábado, 11 de maio de 2013

Fósseis da Era do Gelo são revelados pela seca em PE

Ossos foram encontrados em lago no topo de uma serra, em Caruaru.
Descoberta intriga moradores da região e vira desafio para pesquisadores.

Luna MarkmanG1.

Ossos e pedras foram retirados de espécie de lago no topo de uma serra em Caruaru, PE. (Foto: Luna Markman/G1)Comunidade científica já se debruça sobre o material para datar os ossos (Foto: Luna Markman/G1)
Uma descoberta paleontológica no Agreste pernambucano intriga moradores da região e pesquisadores. Com a forte estiagem que abate o Nordeste brasileiro, uma espécie de lago entre pedras no topo de uma serra no sítio Carneirinhos, em Dois Riachos, na zona rural de Caruaru, a 130 quilômetros do Recife, secou completamente pela primeira vez, revelando centenas de fragmentos de fósseis de animais pré-históricos. Entre eles, há exemplares da megafauna, que habitaram a região na conhecida Era do Gelo, há pelo menos 10 mil anos atrás.

Com as chuvas das últimas semanas, o reservatório voltou a encher, mas a curiosidade permanece. Aos poucos, o local começou a virar ponto turístico. A comunidade científica já se debruça sobre o material a fim de datar os ossos e descobrir quando eles foram parar naquele lugar. O G1 foi conhecer o "cemitério de fósseis", que ainda guarda possíveis pinturas rupestres.
José Carlos segura fragmento de osso. (Foto: Luna Markman/G1)José Carlos segura fragmento de osso que achou
no 'lago' (Foto: Luna Markman/G1)
'Tomei um susto'
O responsável pela descoberta dos ossos foi o agricultor José Carlos Silva, contratado pelo proprietário do sítio para limpar a lama que cobria o reservatório, cujo fundo chega a quatro metros. Pelas diferentes colorações nas paredes é possível enxergar os níveis que a água chegou ao longo do tempo. "Logo no primeiro metro, já apareceu um 'bocado' [de ossos]. Eu tomei um susto. Moro há 41 anos aqui e nunca tinha visto isso. Achei fantástico, pensava que era de dinossauro. Parei o serviço para avisar ao patrão", contou.

Professora de história, Elenilma Melo, esposa do proprietário do terreno, foi quem percebeu o valor da descoberta. "Eu disse: 'não bole em nada ai', pois sabia que era tudo muito frágil, podia quebrar. Procurei outros colegas de trabalho, que entraram em contato com a UFRPE [Universidade Federal Rural de Pernambuco]. A notícia tem se espalhado e a gente está cada vez mais ansioso para saber o que tem lá [na lago]", comentou. "Nossa ideia é preservar o local para guardar esse pedaço da história. A casa está aberta para quem quiser nos visitar", complementou o comerciante José Severino Silva, dono do sítio.
O biólogo Alexandre Nunes já analisou algumas peças e identificou, por exemplo, partes de uma mandíbula, de um fêmur e de uma terminação do rabo de uma preguiça gigante, que devia medir seis metros. Também há fósseis de tatus, que na época eram do tamanho de um Fusca; de mastodonte e toxodonte, parentes distantes do elefante e do hipopótamo, respectivamente. "Sabe aquele filme 'A Era do Gelo'? São animais daquele período geológico, o Pleistoceno, que habitavam essa região, favorável à sobrevivência deles, sem mata fechada e com comida. Eles foram extintos por conta das mudanças climáticas, passaram por quatro eras glaciais", explicou.
Biólogo mostra parte de mandíbula. (Foto: Luna Markman/G1)Biólogo Alexandre Nunes mostra parte de mandíbula
(Foto:Luna Markman/G1)
O paleontólogo Gustavo Ribeiro, professor do Departamento de Biologia da UFRPE, está responsável pela análise do material. "Já pegamos mandíbula, ossos longos e ossos menores, cerca de 10 a 15 materiais, que serão estudados para divulgação científica até o fim deste ano. Acredito que os animais iam buscar água naquele local e morriam próximo dali, e as enxurradas levavam os ossos para o fundo daquela depressão. Agora, quando foram parar ali, vamos ter que usar técnicas de isótopos radioativos, como caborno-14, para datação", argumentou o estudioso, que voltará ao sítio, na próxima semana, para recolher mais amostras.

Não é a primeira vez
Esta não é a primeira jazida fossilífera localizada em Pernambuco. Segundo a paleontóloga da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Alcina Magnólia Barreto, há ocorrências em pelo menos 40 municípios do estado. A maior parte fica em Brejo da Madre de Deus, perto do sítio em Dois Riachos, onde há 15 depósitos identificados.
 E eles dão pistas sobre as características dos fósseis encontrados na região. "A datação deles tem ficado entre 50, 60 e 70 mil anos atrás. Entre os fragmentos coletados, estavam ossos petrificados de preguiças, lhamas, toxodontes, mastodontes", apontou. "É importante preservar essa recém-descoberta porque ela pode ser um local chave na compreensão da ocupação da área pela fauna e pelo homem pré-histórico", complementou.

No sítio em Dois Riachos, um paredão com a ponta mais curva, que serviria de abrigo aos nossos ancestrais, tem possíveis pinturas rupestres, que ainda serão pesquisadas. "São desenhos que representam o cotidiano dos homens pré-históricos, que podem ter coexistido ou não com os animais gigantes, isso precisa ser estudado", explica o biólogo Alexandre Nunes.
Fósseis encontrados no local eram, segundo pesquisadores, de animais do tamanho de um Fusca (Foto: Luna Markman / G1)Fósseis encontrados no local eram, segundo pesquisadores, de animais do tamanho de um Fusca
(Foto: Luna Markman / G1)

Paredão tem possíveis pinturas rupestres. (Foto: Luna Markman/G1)Paredão no Sítio Carneirinhos tem possíveis pinturas rupestres (Foto: Luna Markman/G1)
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Igrejas de Olinda - Riquezas de Pernambuco

Patrimônio Histórico

Professor Edgar Bom Jardim - PE

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

É Frevo meu bem ! Patrimônio Imaterial da Humanidade



Anúncio foi feito em Paris, durante a cerimônia realizada pela organização.
O frevo foi a única expressão da cultura brasileira avaliada em 2012.

Do G1 PE
23 comentários
Passistas da Escola Municipal de Frevo - Recife (Foto: Carlos Oliveira / Prefeitura do Recife)Frevo, ritmo pernambucano que contagia foliões no carnaval, agora é Patrimônio da Humanidade.
 (Foto: Carlos Oliveira / Prefeitura do Recife)
O frevo, principal ritmo que anima o carnaval pernambucano, foi reconhecido nesta quarta-feira (4) como Patrimônio Imaterial da Humanidade. O anúncio foi feito em Paris, durante a cerimônia organizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
A escolha do ritmo para receber o título se deu na 7ª Sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, na sede da Unesco. A proposta de inscrição do frevo foi realizada pelo Ministério da Cultura (MinC) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
O frevo foi a única expressão da cultura brasileira avaliada nesta sessão, junto com outras 35 propostas, entre elas o canto budista de Ladakh (Índia), o trançado de chapéus de palha (Equador) e a luteria tradicional de violinos em Cremona (Itália).
O frevo tem o título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro desde 2007, ano do seu centenário, quando também foi inscrito pelo Iphan no Livro de Registro das Formas de Expressão. De acordo com a inscrição, 'é uma forma de expressão musical, coreográfica e poética, enraizada no Recife e em Olinda, no estado de Pernambuco. Trata-se de um gênero musical urbano que surgiu no final do século 19, no carnaval, em um momento de transição e efervescência social como uma forma de expressão popular nessas cidades'. O frevo tem três modalidades: frevo de rua, frevo de bloco e frevo-canção.
Uma comissão partiu do Recife para acompanhar a reunião, junto à secretária de Cultura do Recife, Simone Figueirêdo, e ao presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife (FCCR), André Brasileiro. A comissão é formada por 25 pessoas, sendo artistas de diversos segmentos do frevo e representantes do Iphan, da Prefeitura do Recife, Governo do Estado, Prefeitura de Olinda e Fundação Joaquim Nabuco (Ministério da Educação). A ministra da Cultura, Marta Suplicy, e a presidenta do Iphan, Jurema Machado, integram a delegação brasileira.
De acordo com a Unesco, o Patrimônio Cultural Imaterial abrange práticas e expressões vivas passadas de uma geração à outra. Inclui tradições orais, artes performáticas, práticas sociais, eventos celebratórios, sabedorias e práticas relacionadas à natureza e ao universo, assim como os saberes e habilidades de trabalhos artesanais tradicionais.

Professor Edgar Bom Jardim - PE

sábado, 1 de dezembro de 2012

Pedreiro de Manaus encontrou tesouro arqueológico em casa


Ossada foi levada pelo Instituto Médico Legal.
Proprietário da casa guardou 'recordação' do episódio.

Mônica DiasCom informações do G1 AM
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Urna de barro com um esqueleto humano foi encontrada na Zona Sul de Manaus (Foto: Mônica Dias/G1)Urna de barro com um esqueleto humano foi encontrada na Zona Sul de Manaus (Foto: Mônica Dias/G1)
Uma possível descoberta arqueológica foi feita na manhã deste sábado em uma casa localizada na rua Mucuim do bairro Japiim, na Zona Sul de Manaus. Lá, o operador de máquinas Ronaldo Frós, de 44 anos, descobriu uma urna antiga com um esqueleto humano em seu quintal. A ossada estava há oito palmos do chão e foi encontrada pelo cunhado de Ronaldo, o pedreiro Marivaldo de Oliveira, de 29 anos, que cavava no local, desde o dia anterior, um buraco para fazer uma fossa.
Em entrevista ao G1, Ronaldo contou que estava trabalhando quando recebeu "o susto". "Eu estava no trabalho e recebi uma ligação do meu cunhado, informando que tinha encontrado um esqueleto na minha casa. Tomei logo um susto, mas depois que ele explicou direito achei algo muito interessante", disse.
Urna de barro com um esqueleto humano foi encontrada na Zona Sul de Manaus (Foto: Mônica Dias/G1)Marivaldo mostra a cabeça de cerâmica que encontrou junto com a urna (Foto: Mônica Dias/G1)
O cunhado de Ronaldo, responsável pela descoberta, contou que os ossos estavam se decompondo e que, acima da urna, estava uma cerâmica em formato de cabeça de algo parecido com um animal. "Eu toquei em um dos ossos e ele foi se desfazendo todinho, que nem areia. Em cima da urna tinha essa cabeça de cerâmica que parece um porco", relatou.
A urna é feita de barro e aparenta ser muito antiga. O proprietário da casa, localizada na rua Mucuim do bairro Japiim, Zona Sul de Manaus, ligou para o Instituto Médico Legal (IML) levar os ossos e disse que ainda não sabe se vai ou não chamar algum historiador ou antropólogo até o local para averiguar a idade da descoberta. Independentemente de sua decisão, ele afirmou que quer ficar com a cabeça de cerâmica. "É uma recordação do dia em que encontrei uma urna no meu quintal", brincou o operador.
Urna de barro com um esqueleto humano foi encontrada na Zona Sul de Manaus (Foto: Mônica Dias/G1)Urna estava no quintal de uma casa na Zona Sul da cidade  (Foto: Mônica Dias/G1)



Professor Edgar Bom Jardim - PE

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Para Jéssika Kelle, Lavínia Tomas e L. Palloma Lima matarem saudades do nosso Bom Jardim no Canadá

Especial para o Canadá

Projeto História, Cultura e Patrimônio: conhecimentos múltiplos para valorizar e preservar nossas riquezas e bens tangíveis e intangíveis do Bom Jardim -PE

Roda de Leitura  - Cartilha Educação Patrimonial em Bom Jardim: Preservação da História de um Povo.

Professor Edgar: "Não se pode valorizar o que não se conhece "...


Conscientizar para evitar pixações ao patrimônio arqueológico e natural da Pedra do Navio

Professor Joseildo: " A Pedra do Navio é um ponto Turístico de Bom Jardim ! "

Cidadania  - Estudantes da EREM Justulino em  ação pelo meio ambiente.


Tirando o lixo em volta da Pedra do Urso

Destinação correta do lixo.

Um olhar artístico e diferenciado para as múltiplas fisionomias da Pedra do Navio. 


NATUREZA - Plantas, cheiros e cores do Bom Jardim.

Estrutura da diversão. 

Um momento de lazer nas alturas.


Giz ...

Pé na estrada ...

NA CIDADE DO BOM JARDIM - No caminho, construção na margem do Rio Tracunhaém.

Problemas urbanos ...

Conhecendo a arquitetura da antiga estação do trem. ( atual Sec. Educação )

Pintura  de Sandro Roberto (Chegada do Trem em Bom Jardim)


Roda de Leitura: esperando o trem ( Prédio sede da Prefeitura ) 

Hebert e Adélia recepção do prédio da Prefeitura

Registrando nossa visita na Prefeitura.



Conhecendo o Templo da Igreja Batista .

Hugo, recepção na Igreja Batista

Rio Tracunhaém, poluído, ameaçado... 

Lixo, esgoto, falta de educação ....


 Chegando na sede do Poder Legislativo 

Professor Edgar,ex-vereador apresenta edis 

Lúcio Mário, explicando Cartilha do Legislativo Municipal

Estudantes compondo "Mesa Diretora"

Composição dos 9 "membros representantes do parlamento "

Gustavo Batista, explicando as tarefas legislativas.

Estudantes da EREM JUSTULINO FERREIRA GOMES

Jéssica,  1º A,  "Vereadora Jovem na Tribuna"

UM EXEMPLO NA CASA DIRCEU BORGES:  Ação pela cidadania e meio ambiente


Conhecendo e valorizando nossa cultura.

Fotos de ex-presidentes do Grêmio

Sede do Grêmio lotada.

Maestro Mac Sedicias, presta relevantes  serviços a cultura  ao formar novos músicos. 

Talento que herdou de seu pai.

Caminhando ...

Subindo a ladeira do Varonil 

Conhecendo nossas origens históricas e religiosa.

Gustavo Braz, autor do livro História da Festa de São Sebastião.

Projeto História, Cultura e Patrimônio presta homenagens a Professora Angelita da Costa Lima Batista.

Professor Edgar, idealizador do Projeto explica sobre nosso Sítio Histórico.

João Freire, inventor bonjardinense


Capão e Pirão, culinária tipica de  Bom Jardim para o mundo.

HISTÓRIA: Engenho Palma - Uma volta no tempo, beleza no presente e desigualdade sociais no passado.

Formas usadas na fabricação e armazenamento do açúcar bruto.

Bule.


O Olhar Superior da Casa Grande.

Rosivaldo, explica detalhes da vida social e religiosa no engenho.

Tradição de família: Sepultamento no interior da Igreja

Divisão de Classes Sociais: um local de destaque.
 

Mário Barbosa, proprietário e empreendedor 

 Fazenda Campinas: agricultura, trabalho e produção.

Bom Jardim de diferentes paisagens.

 É primavera ...

Fotos: Professor Edgar Severino dos Santos, Jéssica Maria,  Dione Silva, Gilmara Ferreira e Raquel Ilário.

Excursão do Projeto História, Cultura e Patrimônio, realizada em 17 de novembro de 2011. Professor Autor: Edgar Severino dos Santos. Professores Parceiros: Joseildo Francisco,  Carlos Alberto, Maria Gomes da Costa,Joseane Martins e Maria Roniérica. Público Alvo: Estudantes do 1º A, B e C, da EREM Justulino Ferreira Gomes, Curso Semi - Integral,Umari do Bom Jardim-PE.
Agradecimentos as Instituições e Pessoas Envolvidas Nesta Ação:Direção da EREM Justulino, Direção do MASIMU (Museu de Umari),Grêmio Lítero Musical Bonjardinense, Câmara Municipal, Prefeitura Municipal do Bom Jardim, Fazenda Campinas, Engenho Palmas, Igreja Batista, Igreja Matriz de Sant'Ana.
Apoios: Mac Sedicias, Maria José Cabral Campos, Evandro e Motoristas dos transportes escolar, Lúcia Batista, João Freire, Miguel, Rozangela Alves, Renata, Euclides, Rosivaldo (Val),Valéria Lira,Gustavo Braz, Blog Bom Dia Bom Jardim( Fabiano Silva), Blog Professor Edgar Bom Jardim-PE, Blog Bom Jardim-PE(Lúcio Mário), Blog Manuel Mariano, Hebert, Hugo, Adélia, Genário,Gustavo Batista, Estudantes e Equipe Técnica da Justulino
Homenagens: Angelita da Costa Lima Batista, Gustavo Braz, Mac Sedicias.
Analice de Paula Mourim,



Forró é tema de estudo na Escola Justulino Ferreira Gomes

Turma do Primeiro Ano A

Aula de Arte com apresentação de pesquisas sobre a história do forró, seus personagens, poetas, cantores e contexto de vida do nosso povo nas canções de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Santana, Elba Ramalho e Alceu Valença. Ouvir , cantar e dançar o forró pé- de-serra é bom de mais para fortalecer os laços e costumes de nossa cultura perante nossos jovens. É uma festa ! 










Caboclos, Passistas e Catirinas, homenageados do Projeto História, Cultura e Patrimônio no Bloco da EREM Justulino Ferreira Gomes

IMAGENS DO CARNAVAL DO BOM JARDIM
Viva Levino Ferreira !   Viva o Frevo ! Viva Bom Jardim !

O resgate da cidadania, da musicalidade e da cultura do Bom Jardim, foram mais uma vez vivenciado no sentido prático por meio das ações do Projeto História, Cultura e Patrimônio,  concomitante ao Bloco dos Estandartes da Secretaria de Educação de Pernambuco, no período pré-carnavalesco de 13 a 17 de fevereiro 2012, na Escola  Estadual Justulino Ferreira Gomes, localizada no Distrito do Umari do Bom Jardim-PE,com o advento do carnaval.

SUCESSO- Começamos o ano letivo movimentando  alunos, professores, funcionários, comunidade na ação do fazer o Bloco desfilar nas ruas da comunidade de Umari, quinta-feira(16/02). O Bloco Caboclos, Passistas e Catirinas realizado na Escola Justulino, teve sua culminância nesta sexta-feira(17), nas ruas da cidade de Bom Jardim,  no Educafolia promovido pela Secretaria Municipal de Educação e Departamento de Cultura.

APRENDER FAZENDO- Conhecer, estudar, fazer pesquisas sobre a biografia e o legado de Levino Ferreira (Músico do Bom Jardim),  participar de oficina de dança (FREVO),  fazer pinturas e máscaras dos personagens brincantes do nosso carnaval. Resgatar valores e saberes da cultura popular, estudar praticando artes.Realizamos exposição dos trabalhos produzidos por estudantes. Isso e muito mais conseguimos realizar neste início de ano. Elevamos a auto-estima de quem faz cultura (Caboclos, Passistas e Catirinas), vivenciando a Cultura Pernambucana, Cultura Bonjardinense, Cultura Afro-brasileira e Cultura Indígena.

RESULTADOS- Produzimos ARTE, CULTURA, SABERES E UMA ALEGRIA GERAL NO CORAÇÃO DOS JOVENS. Motivo de satisfação para todos nós que trabalhamos com amor, dedicação, solidariedade pelo engrandecimento da nossa História, Cultura e Patrimônio. Muito obrigado aos parceiros,companheiros profissionais da educação, estudantes, pais e todos os patrocinadores e colaboradores. Parabéns !!! Fizemos um carnaval de paz, sem bebidas (drogas), sem  lixo musical, sem agressão a formação das juventudes.

LIÇÃO- É possível fazer o que é bom. Festa de qualidade é aquela que eleva, fomenta e divulga nossa Cultura, História e Patrimônio. Professor Edgar Severino  dos Santos(Autor do Projeto) - Professora J. Jussara Santana (Parceira).


















































































Imagens do Carnaval do Bom Jardim: Edgar Severino dos Santos
Projeto História, Cultura e Patrimônio - EREM Justulino.
Acesse: professoredgarbomjardim-pe.blogspot.com


Professor Edgar Bom Jardim - PE