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terça-feira, 20 de junho de 2017

Período de 1 milhão de anos de intensa atividade vulcânica levou à era dos dinossauros, diz estudo


VulcanoDireito de imagemISTOCK / GETTY IMAGES PLUS
Image captionCientistas dizem que intensas erupções ocorridas há 200 milhões de anos levaram à extinção de várias espécies de animais

Um período de um milhão de anos de uma intensa atividade vulcânica provavelmente abriu caminho para o início da era dos dinossauros, sugere um novo estudo publicado no periódico científico PNAS.
Cientistas encontraram rochas antigas com traços de emissões de massivas erupções vulcânicas ocorridas há cerca de 200 milhões de anos.
Essas erupções teriam levado a uma das maiores extinções em massa de que se tem notícia - a Extinção do Triássico -, permitindo que os dinossauros passassem a dominar o planeta.
Entre as espécies extintas, segundo o estudo, estavam criaturas semelhantes a crocodilos, mamíferos parecidos com répteis e os primeiros anfíbios.
"Os dinossauros puderam explorar os nichos ecológicos que ficaram livres pela extinção", explicou o autor principal do estudo, Lawrence Percival, do departamento de ciências da Terra da Universidade de Oxford.

VulcanoDireito de imagemSCIENCE PHOTO LIBRARY
Image captionCenário nesse período de alta atividade de vulcões era de 'fissuras, rachaduras se abrindo na crosta terrestre com fogo e lava jorrando para fora'

Qualquer ser vivo nas proximidades das erupções teria sido afetado, diz a pesquisa. Mas mesmo criaturas vivendo mais à distância também teriam problemas: as repetidas erupções teriam devastado um habitat extenso, bloqueando o sol e levando ao aumento dos níveis de dióxido de carbono.
Mesmo assim, os primeiros dinossauros desse período conseguiram sobreviver a essas difíceis condições de vida - e os pesquisadores não sabem como.
Assim que os vulcões se acalmaram, restavam poucos de seus competidores, permitindo o surgimento da era dos dinossauros.

Aumento de mercúrio

Os pesquisadores analisaram rochas vulcânicas de quatro continentes que datam deste período turbulento.
Um estudo anterior avaliou como os níveis de carbono variava nas rochas, o que está relacionado com o aumento de dióxido de carbono de erupções vulcânicas.
Mas essa nova pesquisa olhou para outras impressões digitais da atividade vulcânica: o mercúrio.
Quando vulcões entram em erupção, eles emitem mercúrio nas nuvens de gás que sobem rumo ao céu. Ele então se espalha pela atmosfera antes de se depositar entre os sedimentos do solo, onde permanece por milhões de anos.
"Se você vê um grande aumento de mercúrio nestes sedimentos, você pode inferir que houve atividade vulcânica nesse exato momento", explicou Percival. "E isto é o que vemos no momento desta extinção".

Sediments in MoroccoDireito de imagemJESSICA WHITESIDE
Image captionRochas vulcânicas têm traços de mercúrio de erupções antigas

Os pesquisadores descobriram evidências de uma massiva atividade vulcânica que teria se estendido por cerca de 1 milhão de anos.
A professora Tamsin Mather, da Universidade de Oxford, descreveu o possível cenário: "Você tem estas fissuras, estas rachaduras se abrindo na crosta terrestre, com fogo e lava jorrando para fora".

T RexDireito de imagemMILLARD H. SHARP/SCIENCE PHOTO LIBRARY
Image captionEntre as espécies que surgiram após a extinção do Triássico - e dominaram a Terra - estavam os tiranossauros

"Você provavelmente tem diferentes áreas ativas em diferentes períodos durante milhões de anos. E você provavelmente tem períodos de erupções ocorrendo por volta de uma década com grandes volumes de magma e gases surgindo da superfície também".
Os pesquisadores agora querem usar o mercúrio para investigar outros períodos da atividade vulcânica antiga.
"Esta é uma nova e poderosa ferramenta que realmente vai nos permitir entender mais sobre a evolução do nosso planeta e como ele se tornou o que é hoje".
Professor Edgar Bom Jardim - PE

quarta-feira, 10 de maio de 2017

O que está acontecendo com os blocos econômicos

A eleição de Emmanuel Macron representou um grande alívio para a União Europeia. O novo presidente da França tem na valorização do bloco continental um dos principais pontos de seu plano de governo, postura oposta à da candidata derrota Marine Le Pen. Uma notícia positiva ao movimento que teve sua força muito contestada com a saída do Reino Unido e que poderia se inviabilizar sem os franceses.
Foi a quarta vez em poucos meses que a força (ou a falta dela) de blocos regionais foi notícia. Primeiro, com a saída do Reino Unido da União Europeia. Depois, com as promessas do presidente norte-americano Donald Trump de tirar os Estados Unidos da Nafta (acordo econômico entre as três nações da América do Norte). Por fim, a discussão da retirada da Venezuela do Mercosul.
Esses eventos podem representar um novo momento na política e economia do globo, e pode ser colocados em discussões de História e Geografia. Até porque o próprio surgimento deles tem muito a ver com os acontecimentos no mundo nas últimas décadas.



Emmanuel Macron, presidente eleito francês, durante campanha. Crédito: Shutterstock

Após a Segunda Guerra Mundial (1945), o mundo se viu dividido em dois blocos, o capitalista e o socialista, conduzidos, respectivamente, por Estados Unidos e União Soviética (URSS). O conflito não chegou a ganhar a forma de uma guerra armada, mas teve forte influência política, econômica e social para todos os países. Com o declínio e completa dissolução da URSS, em 1991, o planeta deixou de ser bipolarizado para se tornar multipolar e globalizado. Foi nesse contexto que começaram a surgir os blocos econômicos, que já sofreram e ainda sofrem diversas modificações.
Uma mistura de motivos políticos e econômicos faz com que países se unam em blocos. No caso da Europa, o trauma causado pela Segunda Guerra foi uma das razões e, em 1º de novembro de 1993, a criação da União Europeia foi oficializada. “O medo era de que, na ausência de uma maior integração econômica, social e política entre os países, conflitos armados mundiais se repetissem. Ninguém queria nem estava em condições de viver uma nova guerra”, explica Marcos Troyjo, professor da Universidade Columbia e autor do livro Desglobalização: Crônica de um Mundo em Mudança.
Na América Latina, a preocupação com a integração só começou após o fim da Guerra Fria. “Havia um forte clima de rivalidade entre os países, seguindo a lógica internacional de que as relações entre eles eram sempre de guerra. Com a multipolarização mundial, inicia-se um momento de aproximação com o objetivo de gerar ganhos mútuos”, diz Filipe Figueiredo, professor de aspirantes à carreira diplomática e comentarista de política internacional no podcast Xadrez Verbal.
Além dessas questões específicas, a inserção em um bloco ajuda um país a estabelecer acordos comerciais, circulação de serviços e de pessoas com outros do mesmo ou de outro bloco. Quanto mais protecionismo e menos relações internacionais, menos oportunidades econômicas e políticas serão criadas, pois uma coletividade de nações consegue competir no mercado internacional em um nível mais alto do que se fossem países sozinhos.
Na União Europeia, fica claro para a população visualizar o efeito do bloco em suas vidas. Lá, há o livre trânsito entre mercadorias, pessoas, serviços e a maioria dos países utiliza a mesma moeda, o Euro. No caso sul-americano, a existência do Mercosul não está tão presente no cotidiano da população.  “O problema é que, ao invés de fazer acordos para a integração de transporte, comércio e logística, o bloco tomou outro rumo. Sobretudo a partir de 2013, o Mercosul deixou de caminhar do ponto de vista econômico e comercial e virou só ideológico, com governos, até então, alinhados a um pensamento mais de esquerda. Na medida em que é mais barato comprar um produto argentino nos Estados Unidos do que no Brasil, fica claro que o Mercosul não está funcionando tão bem”, defende Marcos.
Os blocos deram certo?
Apesar das mudanças pelas quais os blocos estão passando, os professores Filipe Figueiredo e Marcos Tryjo não consideram que eles fracassaram ou que irão acabar. “Os agrupamentos ajudaram muito a economia de vários países. Além disso, há 70 anos uma guerra gigantesca estava acabando e algo naquelas proporções era impensável. Já é um grande ganho”, diz Marcos. “Muita energia e dinheiro já foram investidos, e ninguém quer perder dinheiro. Não dá para dizer que a integração global vai retroceder. O que estamos vivendo nesse momento refere-se a uma questão do ritmo com que a união entre nações está acontecendo. Querer diminuir ou alterar, não significa acabar com as relações internacionais”, explica Filipe
Em seu último livro, Desglobalização: Crônica de um Mundo em Mudança, o professor Marcos Troyjo faz um contraste entre a “globalização profunda” pós Guerra Fria - marcada pela certeza nos governos democráticos, na integração político econômica e domínio dos Estados Unidos - com o atual momento das relações internacionais em que os EUA perderam influência econômica em relação à China, um país de regime não democrático, e ressurgiram nações com ideais nacionalistas e intolerantes a outras culturas. “É isso o que eu chamo de desglobalização”, explica Marcos. “Precisa haver uma renovação dos processos de integração que sejam menos ambiciosas do que as que vimos até agora. Eu acho que essa fase de desglobalização é temporária. Em breve retomaremos a reglobalização, com a China, o sudeste asiático e as novas tecnologias à frente”.
Aproveite as mudanças na geopolítica do planeta e leve o assunto para a escola. Como as mudanças em curso ainda podem demorar um pouco para chegar aos livros didáticos, separamos alguns planos de aula e conteúdos para te ajudar a entender a questão e trabalhá-las com os alunos. Veja abaixo: 



Manifestantes venezuelanos seguram cartazes com a frase "Não mais ditadura". Crédito: Wikicommons

Entra e sai da Venezuela no Mercosul
Em 2006, a Venezuela solicitou ingressar no bloco para aumentar a integração comercial, econômica e política com o grupo. O pedido só foi aprovado em 2012. Entretanto, o país vive hoje uma intensa crise política. Em 9 de março, o Tribunal Superior de Justiça decidiu assumir as competências do Parlamento. Durante os protestos, houve mortes e prisões políticas. Tal ação classificaria o país como antidemocrático, o que vai contra as regras para participação no Mercosul. Por isso, os países fundadores do bloco -  Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - estão pressionando o presidente Nicolás Maduro por mudanças. Por isso, e também devido a outros acordos não cumpridos, a Venezuela está suspensa do bloco e poderá ser expulsa. “A saída é um processo mais político do que econômico ou de integração regional e não tem muitas consequências diretas para o Brasil”, explica Filipe Figueiredo.




Manifestação favorável à saída do Reino Unido da União Europeia. Crédito: divulgação 

Reino Unido fora da União Europeia
O Reino Unido passa atualmente por um processo de saída da União Europeia (nunca antes um país deixou o bloco). Em um plebiscito, o resultado foi apertado: 52% dos votantes foram favoráveis a esse processo. O motivo é o fato da população britânica ver mais prejuízos do que ganhos nessa relação. “Boa parte da população considera que o Reino Unido está perdendo sua característica culturais, que há muitos imigrantes indesejados e que a União Europeia possui regras demais. Com essa separação, o Reino Unido, que sempre tiveram uma grande tradição de negociar com o mundo, pretende ter mais liberdade para estabelecer acordos internacionais”, explica Marcos.
Nova Escola.
Professor Edgar Bom Jardim - PE

sábado, 25 de março de 2017

O que é a projeção Gall-Peters, mapa que promete acabar com '4 séculos de visão colonialista' do mundo


Projeção de Gall-PetersDireito de imagemREPRODUÇÃO
Image captionA projeção de Gall-Peters mostra proporção mais real dos continentes

Por mais de 400 anos, escolas de todo o mundo usaram mapas com distorções ​​nos tamanhos dos continentes.
As representações do mundo usadas ​​atualmente são baseadas na projeção feita em 1569 pelo cartógrafo Gerardo Mercator, destinada aos navegadores da época. Seus gráficos respeitam a forma dos continentes, mas não os tamanhos - neles, a Europa e a América do Norte são vistas maiores do que realmente são e o Alasca ocupa mais espaço que o México, embora seja menor.
Um dos erros mais significativos é que a África parece menor do que realmente é, quando na verdade tem o triplo da extensão da América do Norte e é 14 vezes maior que a Groenlândia.
Mas agora algumas salas de aula de escolas públicas de Boston, no nordeste dos Estados Unidos, começaram a usar o mapa de Gall-Peters, projeção batizada em homenagem a James Gall, escocês aficionado por astronomia que a desenhou pela primeira vez em 1855, e ao historiador alemão Arno Peters, que a difundiu na década de 1970.
Esse mapa mostra o tamanho e a proporção de países, continentes e oceanos com mais precisão. Na semana passada, cerca de 600 escolas públicas da cidade americana receberam cópias dele, noticiou o jornal The Boston Globe.
Uma das principais mudanças é que a Europa aparece muito menor do que se via antes em comparação com a África, que é muito maior.

Continentes distorcidos

Uma das razões para as distorções cartográficas é a dificuldade de se projetar uma esfera como a Terra - de três dimensões - em uma superfície plana, de duas dimensões, como a de um mapa.
Mas, para os geógrafos, atrás dos erros de Mercator há também outra razão.
"A maioria dos primeiros mapas do mundo foi criada por europeus do norte", disse Vernon Domingo, professor de geografia da Universidade Estadual de Bridgewater e membro da Aliança Geográfica de Massachusetts, em declaração ao The Boston Globe.
"Eles tiveram a perspectiva do hemisfério norte - e também uma perspectiva colonialista."

Projeção de MercatorDireito de imagemREPRODUÇÃO
Image captionNo mapa de Mercator, a Groenlândia é quase do tamanho da África

Descolonizar o currículo

A troca de mapas responde ao desejo de Boston de "descolonizar o currículo", disse ao mesmo jornal Colin Rose, superintendente-assistente do Escritório de Oportunidades das Escolas Públicas de Boston.
"Trata-se de mapas, mas, ao mesmo tempo, não se trata de mapas", disse Rose. "Esta é uma mudança de paradigma. Nós tivemos uma visão que era muito eurocêntrica. E como podemos falar de outros pontos de vista? Esse é um excelente ponto de partida."
Para Hayden Frederick-Clarke, diretor de competências culturais das escolas públicas de Boston, o erro mais grave das projeções de Mercator é o tamanho da África.
"Dos nossos alunos, 86% não são brancos e têm pais e avós que são de locais que são mostrados menores nos mapas", disse Frederick-Clarke ao programa The World, da PRI (Public Radio International) e da BBC.
"Queremos que os alunos se vejam de forma adequada e contestem a narrativa de que muitos desses lugares são pequenos e insignificantes no mundo", disse.
"A Groenlândia parece ter o mesmo tamanho da África e dos EUA. Parece de um tamanho comparável, embora sabemos que isso não é uma verdade absoluta. A África é 14 vezes maior do que a Groenlândia. Além disso, no mapa de Mercator, o México é menor que o Alasca, quando na verdade é muito maior", disse o professor.
"Também há problemas com o Brasil. A Europa, mais especificamente a Alemanha, aparecem perto do centro do mapa. E sabemos que isso não é verdade."
"Da minha experiência como instrutor, sei que as pessoas gostam da verdade e que os professores querem apresentar um produto melhor e mais autêntico", disse Frederick-Clarke.
O jornalista da PRI David Leveille diz que os críticos da iniciativa a veem como "mais uma batalha na guerra de culturas" e insistem que "um mapa é apenas um mapa".
Segundo Leveille, eles perguntam: "nenhum mapa é perfeito, então porque se preocupar?".
Professor Edgar Bom Jardim - PE

sábado, 27 de dezembro de 2014

Supertelescópio faz imagem de alta precisão do sol


Foto do Sol (Nasa)
Nustar pode ajudar cientistas a desvendar mistérios relativos à física solar
Um potente telescópio de raio-x inicialmente construído para observar galáxias distantes e buracos negros está sendo usado para estudar o sol.
Uma primeira imagem feita pelo aparelho (na foto) impressionou cientistas, que agora acreditam que ele pode ajudá-los a resolver uma série de questões relativas à física solar.
Colocado em órbita em 2012 pela Nasa, o telescópio Nustar consegue observar regiões distantes do universo ao captar raios-x de alta energia.
Recentemente, por exemplo, ele foi usado para permitir que cientistas medissem a velocidade de rotação de buracos negros.
"No começo eu pensei que essa ideia era uma loucura", diz a investigadora-chefe da missão, Fiona Harrison, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, comentando o uso do Nustar em estudos sobre o sol.
"Por que usaríamos um dos telescópios de raio-x de alta energia mais sensíveis já construídos para observar algo em nosso próprio quintal?"
Harrisson acabou sendo convencida a mudar o foco do telescópio por David Smith, pesquisador especializado em física solar da Universidade da Califórnia.
"O Nustar nos dará uma visão única do Sol - desde suas partes mais profundas até as altas camadas de sua atmosfera", diz Smith.
Segundo ele, isso será possível porque nos raios-X de alta energia que o Nustar consegue captar, o sol não brilha tanto como em outros comprimentos de onda de radiação.
O brilho é o que impede outros telescópios de raio-x, como o Chandra, também da Nasa, de fazerem boas imagens do astro.
Entre os mistérios que os pesquisadores esperam poder solucionar com ajuda do Nustar está a existência - ou não - das nano-emissões solares.
Alguns especialistas acreditam que são essas microemissões que explicam por que a atmosfera solar é muito mais quente que a superfície do sol.
Inicialmente, a missão do Nustar estava prevista para terminar em 2014, mas ela foi extendida em dois anos.
Além de observar o sol, os pesquisadores esperam usar esse tempo extra para continuar estudando os buracos negros e as supernovas - corpos celestes que resultam da explosão de estrelas. BBC/Professor Edgar Bom Jardim - PE

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Cai na PROVA do ENEM - Brasil, 200 Milhões - Matéria de Capa. Assista ao Vídeo em LEIA MAIS




Professor Edgar Bom Jardim - PE

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Assunto para o ENEM - Matéria de Capa - Como alimentar o planeta? Assista o vídeo em LEIA MAIS.




Professor Edgar Bom Jardim - PE

Vídeo para fazer o ENEM - Matéria de Capa - Desafios do Planeta. Assista em LEIA MAIS.




Professor Edgar Bom Jardim - PE

sábado, 1 de novembro de 2014

Estude, Assista para ENEM e VESTIBULAR Matéria de Capa - Fontes de Energia


Pode cair na PROVA do ENEM. Assista ao Vídeo.Click em LEIA MAIS.




Professor Edgar Bom Jardim - PE

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Erosão e Milagre no Pará


Kátia Barbosa jogou a filha de 2 anos pela janela antes deixar a casa.
Em Abaetetuba, cerca de 300 pessoas estão desabrigadas.

Do G1 PA

A dona de casa Kátia Fonseca, que jogou a filha pela janela para salvá-la do desabamento (Foto: Reprodução/ TV Liberal)A dona de casa Kátia Fonseca, que jogou a filha
pela janela para salvá-la do desabamento
(Foto: Reprodução/TV Liberal)
A dona de casa Kátia Farias Barbosa, grávida de 7 meses, conta que viveu momentos de pânico no sábado (4), quando várias casas desabaram em Abaetetuba, no nordeste do Pará.
"Quando eu percebi [o desabamento], eu me desesperei. Comecei a ver os muros, a fiação elétrica arrebentando com força. Então eu vi a minha filha ali brincando. E o que eu poderia fazer?", conta ela, que, para salvar a menina de dois anos e cinco meses, jogou a criança da janela do segundo andar da casa onde moravam. Em seguida, com a ajuda de vizinhos, Kátia também conseguiu sair. Minutos depois o imóvel foi engolido por uma cratera que se formou na rua.
Além da casa de Kátia, outras residências desabaram na rua Siqueira Mendes, em Abaetetuba, devido à erosão do terreno provocada pela cheia do rio Maratatuíra. Por conta da tragédia, 67 famílias ficaram desabrigadas. O município declarou estado de emergência, e a Defesa Civil interditou outros 23 imóveis que correm risco de desabar.
Mais calma após a tragédia, a dona de casa conta que jogar a filha pela janela foi uma atitude instintiva, de sobrevivência. "O que passou pela minha cabeça na hora foi jogar ela por cima, não pensei duas vezes. Vi que tinha gente embaixo, e perguntei pra um rapaz 'você segura a minha filha', aí ele disse que sim e que depois dava um jeito de me tirar", lembra.
Para Kátia, ter conseguido sair de casa momentos antes do imóvel desabar foi um milagre; e, devido ao nervosismo, ela mal consegue lembrar como saiu do local. " As pessoas dizem que eu nem cheguei a descer, que eu me joguei logo, mas foi no meu desespero. Quando eu me joguei e o rapaz puxou meu braço, pronto, caiu a casa. Rachou a terra e a casa foi pro fundo. Não lembro o que aconteceu, eu me joguei e não me lembro mais", afirma.
"Depois que tudo aconteceu o que passa pela minha cabeça é que foi um milagre, um milagre muito grande porque foi muito rápido. Começou a cair tudo muito rápido, ninguém esperava. Eu nasci de novo, eu e a minha filha", comenta, emocionada.
O marido de Kátia, o pescador Miro Farias, estava na igreja no momento do desastre, e, quando voltava para casa, foi avisado que o imóvel tinha desmoronado. "Quando eu cheguei e olhei parecia cenário de filme, tava sumindo tudo. Eu fiquei apavorado, perguntei pela minha esposa e minha filha, até que me disseram que elas tinham se salvado", conta.
"Da minha casa não restou nada, perdi tudo. Tudo material. Mas o melhor é a vida, e a mão de Deus está sobre nossas vidas, porque foi um milagre", comemora o pescador.
Entenda o caso
Mais de 60 famílias ficaram desabrigadas após a erosão provocada pela cheia do rio Maratauíra em Abaetetuba, nordeste do Pará, no último sábado (4). Especialistas em meio ambiente explicam que a construção de casas em cima do rio e o crescimento desordenado do bairro estão na raiz do problema, que pode ter provocado esta tragédia.
Cerca de 67 famílias ficaram desabrigadas. Uma parte deste grupo está alojada provisoriamente no ginásio de esportes do município; outras pessoas conseguiram abrigo em casas de parentes.
No domingo (5), uma equipe da Companhia de Habitação do Estado do Pará (Cohab) esteve em Abaetetuba para fazer um levantamento das famílias desabrigadas, e orientar as famílias quanto aos procedimentos necessários para acessar o programa habitacional do órgão, o Cheque Moradia.
A polícia também reforçou a segurança no bairro São João. Isso porque mesmo diante do sofrimento das famílias que perderam suas casas, havia quem se aproveitasse para saquear o que restou.
Professor Edgar Bom Jardim - PE

sábado, 28 de dezembro de 2013

Renda per capita dos novos municípios cresceu menos


Artigo da publicação “Brasil em Desenvolvimento 2013” analisou o desempenho dos municípios emancipados entre 1991 e 2010



O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou nesta terça-feira, dia 17, a edição 2013 do Brasil em Desenvolvimento, uma publicação, que entre outros temas, investigou os efeitos da criação de novos municípios no país. Contrariando argumentos de que a emancipação promove o desenvolvimento para as populações de distritos mais distantes, o artigo em questão mostra que a renda per capita dos novos municípios cresceu menos que a dos mais antigos.
Desconsiderando o efeito do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), as áreas mínimas comparáveis (AMCs) emancipadas entre 1991-2000 cresceram 7,8% a menos do que os municípios mantidos. Já as cidades criadas entre 2000 e 2010 tiveram taxas de crescimento 44% menores. Segundo o diretor de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Ipea, Rogério Boueri, a criação, por si só, não aumenta o gasto público e nem implica crescimento econômico ou diminuição das desigualdades, apenas gera uma redistribuição de recursos entre os entes federados. “Não há garantias de que esta redistribuição seja para os municípios mais pobres”, destacou.
Criação de municípios
Levantamento recente do Ipea, realizado nas assembleias legislativas de 19 estados, estimou que 363 novos municípios poderiam ser criados com a aprovação do Projeto de Lei do Senado nº 98/ 2002. As emancipações teriam como resultado a redistribuição de R$ 1 bilhão do FPM. http://www.ipea.gov.br

Professor Edgar Bom Jardim - PE

Casais poderão ter dois filhos na China

Agora, casais poderão ter dois filhos, mas só se um deles for filho único.
China também aboliu os 'campos de reeducação pelo trabalho'.


O governo chinês adotou formalmente neste sábado (28) a reforma de sua política do "Filho Único". Até então, os casais poderiam ter apenas um filho. Agora, a nova política permite aos casais ter dois filhos, mas apenas se um dos pais for filho único, informou a imprensa local.
A mais alta instância legislativa da China também formalizou a abolição dos campos de reeducação pelo trabalho. Com informações da France Presse /G1.
Chineses aguardam celebração no aniversário de Mao Tsé-tung nesta quinta-feira, 26 de dezembro. (Foto: Wang Zhao/AFP)Chineses enfrentavam, até então, a Política do Filho Único, que os impedia de escolher o tamanho que a própria família poderia ter. (Foto: Wang Zhao/AFP)

Anunciadas em novembro pelas autoridades, essas importantes medidas foram ratificadas e aprovadas em votação do Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo, o mais importante órgão legislativo do país, de acordo com a agência de notícias chinesa Xinhua.
A medida é parte de um plano para aumentar as taxas de fecundidade e aliviar a carga financeira sobre a população chinesa, que está envelhecendo em ritmo acelerado.
O gigante asiático com cerca de 1,4 bilhão de pessoas é o país mais populoso do mundo. O governo chinês disse que a política de limitar as famílias a um único filho cobre 63% da população e impediu 400 milhões de nascimentos desde 1980.
Trabalhos forçados
Desde 1957, o sistema de reeducação pelo trabalho ("Laojiao") permite a detenção de pessoas a até quatro anos por simples decisão policial.
Alvo de múltiplos abusos, muito impopulares e denunciados pelas organizações de defesa dos direitos humanos, estes campos são utilizados, sobretudo, pelas autoridades locais contra os contestatários, os internautas que denunciam a corrupção ou as pessoas que pedem reparação por um dano.
Um relatório da ONU publicado em 2009 estimou em 190 mil as pessoas detidas no âmbito deste sistema.
Estes campos se tornaram supérfluos à medida que o sistema judicial do país se desenvolveu, indicou a Xinhua nesta semana, baseando-se em um texto governamental.
"As pessoas detidas serão colocadas em liberdade e não estarão obrigadas a cumprir o resto de sua condenação", indicou a agência de notícias. A resolução se tornará efetiva a partir deste sábado, dia de sua promulgação.
"Quase todos os meus conhecidos que estavam nestes campos foram libertados desde o início do ano", indicou à AFP Zhao Guangjun, ativista contra o "laojiao".
No entanto, especialistas advertiram contra a provável persistência na China, com nomes diferentes, de outras formas de detenção arbitrária.
A ONG Anistia Internacional advertiu em meados de dezembro que as ilegais "prisões negras", os campos rebatizados como "centros de reabilitação para viciados em drogas" e outros locais servirão para deter cidadãos sem nenhuma decisão judicial.
"O vergonhoso sistema do 'laojiao' faleceu de morte natural, vamos ter cuidado para que não venha sob outra forma", indicou um jurista chinês na rede social Weibo.
Filho único
O comitê permanente da ANP também adotou neste sábado uma resolução que "autoriza os casais formados por ao menos um filho único a ter dois filhos", acrescentou a agência oficial.
Isto marca uma clara flexibilização da política chinesa de planejamento familiar, chamada de "política do filho único", adotada há três décadas para frear o crescimento demográfico no país mais populoso do mundo.
Atualmente, a lei chinesa proíbe que os casais tenham mais de um filho. No entanto, existiam até agora exceções para os casais compostos por filhos únicos, para as minorias étnicas e para os casais rurais que tiveram primeiro uma filha.
As autoridades provinciais "deverão emendar suas regras de controle de nascimentos ou tomar decisões específicas, quando chegar o momento, segundo a avaliação da situação demográfica local e de acordo com a (nova) lei", indica a resolução do comitê permanente da ANP, citada pela Xinhua.
Esta modificação das regras de planejamento familiar está destinada a frear o envelhecimento da população chinesa, quando o índice de fecundação no país, de 1,5 filhos por mulher, é muito inferior ao nível que garante a renovação geracional.


Professor Edgar Bom Jardim - PE