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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

82 mil vagas abertas no ensino médio com diploma de formação técnica


Mais que propor uma maior participação do ensino técnico na vida dos estudantes do ensino médio, o Ministério da Educação (MEC) criou os caminhos para isso, por meio de um programa indutor das primeiras mudanças que estão sendo implantadas. Trata-se do MedioTec, que, em agosto passado, teve suas primeiras turmas iniciadas em vários estados. Foram liberados R$ 700 milhões para viabilizar a criação de 82 mil vagas em todo o País. Uma vantagem é que, diferentemente das ações anteriores do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que eram direcionadas ao público em geral, o MedioTec é voltado somente a jovens da rede pública que estejam cursando o ensino médio, o que busca assegurar o cumprimento dos objetivos do projeto.

O MedioTec funciona na modalidade concomitante, ou seja, os alunos cursam o ensino médio regular em sua escola de origem e, em outro turno, podem assistir às aulas das disciplinas técnicas em outra escola ou instituição parceira. Por ter esse foco, o programa não contempla as modalidades integrado - para quem cursa o médio e o técnico numa mesma instituição, em período integral - e subsequente - para pessoas que já concluíram o ensino médio e querem fazer o técnico -, uma vez que ambos os casos já contam com políticas públicas específicas. O MedioTec foi pensado para atender a quem nunca teve oportunidade de entrar em contato com o ensino técnico.

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“Nossa ideia é que o aluno que está hoje na rede pública cursando o primeiro, segundo ano do ensino médio possa fazer a opção por um curso técnico e, no fim do próximo ano, sair com as duas formações, médio e técnico, já tendo uma opção para ingresso no mercado de trabalho”, explica a secretária de Ensino Técnico do MEC, Eline Nascimento.

Depois que o novo ensino médio for implantado, o MedioTec passará a compor o currículo, deixando de ser apenas um programa para transformar-se em uma política pública de educação. Na prática, ele vai ampliar uma oferta que, hoje, ainda é muito restrita às escolas técnicas estaduais ou aos institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs).

O estudante Pedro Lucas, 16 anos, é um dos que já estão sendo beneficiados. Ele é aluno do 2º ano da Escola Estadual Dom Vital, no bairro da Tamarineira, Zona Norte do Recife. O jovem diz que não teve a oportunidade de ingressar numa das 35 unidades da rede de Escolas Técnicas Estaduais (ETE) mantidas pelo Governo de Pernambuco e também não fez o vestibular do IFPE. Agora, pelo MedioTec, cursa comunicação visual.
“Eu sempre tive interesse [num curso técnico], mas, um tempo atrás, eu não pude focar nisso. Agora, surgiu esse curso do MedioTec à noite e estou correndo atrás. 
Basicamente, é um plano de vida que surge. A pessoa acaba o curso e é certo que vai sair daqui com um diploma e ser mais interessante para o mercado. É mais fácil conseguir um emprego do que seria se eu só tivesse um currículo básico”, reflete o jovem, que tem aulas das disciplinas técnicas três vezes por semana, das 19h às 21h, na ETE Miguel Batista, no bairro de Apipucos, também na Zona Norte.

Eline Nascimento, do MEC, lembra que a aposta nos cursos técnicos se espelha em boas experiências vistas mundo afora e que isso não anula outros planos dos jovens para o futuro, como o de entrar numa universidade. “É uma opção de ingressar no mercado de trabalho com mais celeridade, porque esse jovem já sai do ensino médio com algum nível de qualificação profissional. Mesmo que ele queira, depois, cursar o ensino superior, o fato de ter o ensino técnico no currículo dá muitas vantagens a ele no campo profissional”, finaliza.
Com informação de Folha de Pernambuco
Professor Edgar Bom Jardim - PE

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Educação:Quantas vezes o cérebro precisa ser exposto a uma palavra para aprendê-la?

Mulher com vários pontos de interrogação no quadroDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionEspecialistas dizem que para aprender e se lembrar da maioria das palavras é necessário repetição e estímulos sonoros e visuais
Muita gente certamente já se perguntou quantas vezes precisa escutar uma palavra para incorporá-la ao vocabulário. Seriam necessárias cinco, dez, vinte vezes?
Em um estudo conduzido em 1965, os especialistas em educação e psicologia David Ausubel e Mohamed Youssef foram categóricos em dizer que um estudante precisaria ser exposto a uma palavra 17 vezes antes de aprendê-la e passar a usá-la.
Outras pesquisas apontam para uma média que varia entre 15 e 20 vezes.
Mas Catherine Snow, professora de educação na prestigiada Universidade Harvard, nos EUA, pondera que existem diferentes condições de aprendizado e, às vezes, basta ouvir a palavra uma única vez para aprendê-la.
"Você pode apontar para algo e dizer a palavra. Com isso, as crianças podem aprender, se lembrar dela e passar a usá-la a partir desse momento. Mas há muitas palavras cujo significado não dá para personificar em um objeto ou imagem", observa a especialista.
Catherine Snow
Image captionCatherine Snow afirma que, em média, exposição de 15 a 20 vezes bastam para aprender uma palavra | Foto: Universidade Harvard
Snow diz ainda que há muitos aspectos sobre as palavras para se aprender. "Não apenas as pronúncias ou o que significam, mas também o contexto adequado para usá-las."
Assim, explica a professora, algumas exigem mais repetições que outras. Ela afirma que a estimativa de 15 a 20 vezes serve como uma média entre o aprendizado de palavras mais fáceis e mais difíceis - ou seja, aquelas com significado simples e as mais complexas.

Aprender idioma estrangeiro

No caso do aprendizado de uma segunda língua, avalia Catherine Snow, espera-se que os estudantes aprendam uma média de 200 palavras por semana. "Mas não podemos assegurar que eles vão se lembrar dessas palavras", salienta.
A estratégia usada por muitos professores é ensinar essas 200 palavras e garantir que os alunos estejam expostos a elas cinco vezes em um dia, quatro no próximo e três vezes nos dois seguintes.
"E uma ou duas vezes na semana seguinte. Dessa forma, são muitas as possibilidades de que o aluno escute ou leia essas palavras. Assim, é possível assegurar a consolidação da memória", observa a especialista, referindo-se ao processo de transformação das lembranças de curto prazo em longo prazo.
Professora mostra foto a criançasDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionO uso de fotos ajuda a fixar novas palavras

Aprendizado varia com idade?

A professora de Harvard diz que o ensino de idiomas estrangeiros é uma das poucas formas que permite medir a frequência que uma palavra é exposta. "Com crianças pequenas, não sabemos com que frequência usamos uma palavra antes que tenham aprendido", justifica.
Para ela, a partir dos 15 anos estudantes são mais eficientes em aprender. Já podem fazer isso sozinhos e usar referências bibliográficas para reforçar os conhecimentos. "Então, creio que os mais jovens provavelmente precisam de mais exposição."
Questionada sobre qual a quantidade de vezes que um cérebro precisa estar exposto para aprender um idioma, Snow admite que, apesar de possível, são poucas as chances de se aprender uma palavra já na primeira exposição.
"Também é mais difícil ensinar palavras sem as relacionar entre si", observa.
Reprodução de um cérebro sobre um livroDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionPara registro na memória de longo prazo, é preciso treinar ortografia, semântica e fonética das palavras

Estratégia para aprender mais rápido

Snow explica qual a estratégia que usa com seus alunos.
Primeiro, ela mostra uma foto relacionada a um tema que interesse os estudantes e os faz a pensar sobre as palavras das quais realmente precisam para falar sobre esse tópico.
Em seguida, ela apresenta leituras e cria oportunidades que eles escrevam as palavras relacionadas ao tema. Assim, diz a professora, elas vão se repetir muitas vezes.
Snow assinala ser muito importante praticar a forma oral e escrita das palavras, pois isso ajuda a formar a chamada representação léxica de alta qualidade, que inclui ortografia, semântica e fonética detalhada.
"Há palavras que conhecemos, apesar de não termos certeza de como as soletramos ou são pronunciadas. Ainda assim, podemos entendê-las quando as lemos. Essas palavras são frágeis no nosso vocabulário", observa a professora.
A solução, diz ela, é fazer com que os alunos entendam como usá-las - assim fica mais fácil de elas serem lembradas.
Professor Edgar Bom Jardim - PE

domingo, 26 de novembro de 2017

Educação:a representação do negro no material didático


Escravidão negra na Amazonia
Por Mírian Garrido

Todo fim de ano destinamos um tempinho para pensar sobre o que aprendemos. Quando mais jovem, esse período coincidia com o fim do ano letivo. Eu chegava da escola com a camiseta assinada pelos amigos e guardava meus livros didáticos. Fazia planos de como, no ano seguinte, eu me dedicaria ainda mais, sem deixar de fazer atividades extracurriculares que eu tanto adorava. Começava o ano e meu pai desembolsava um dinheiro significativo com livros didáticos – sacrifício de um metalúrgico que acreditava na educação como garantia de um futuro melhor –, em um ciclo que perdurou por 12 anos, ou seja, ensino fundamental e médio.
Na época, não me preocupei em avaliar o livro didático em si, se ele foi sido usado com excelência, isto é, utilizado como apoio, criticado pelos professores e complementado por eles. Tampouco refletia sobre o impacto dele sobre mim, se o que eu lia e tentava absorver era capaz de influir na visão que eu tinha de mim mesma, da minha família e da sociedade em que eu vivia. Pensava nas notas “azuis” e nas férias a serem curtidas à exaustão.
A perspectiva muda quando me vejo, já no mestrado, procurando livros didáticos para utilizar como fonte da pesquisai. Percebi o quanto esse objeto tem um papel central no ambiente escolar, ecoa na atenção da mídia, mas é efémero. Ficaria ainda mais surpresa quando aprofundasse na pesquisa, e descobriria, então, que o livro didático – esse que circula de mão em mão entre os jovens brasileiros – possui uma variável enorme de elementos que lhe dão forma.
Foi então que, como pesquisadora na área de História, busquei entender quais eram as representações dos negros em livros didáticos. A empreitada parecia fadada a reforçar a ausência do negro na literatura didática ou, ainda pior, a confirmação de que todos os tipos de estereótipos eram ensinados aos leitores dessas obras. Joel Rufino dos Santos, historiador e intelectual defensor das causas negras, já havia – na década de 1980 – condenado os livros didáticos e convocado professores a se livrarem de tais objetosii.
Mesmo assim, a tentativa tinha legitimidade, afinal o Brasil se tornou o maior comprador de livros didáticos do mundoiii e nós, brasileiros e financiadores dessa política de compras, precisamos conhecer os produtos adquiridos. Devemos conhecer essa mercadoria, não apenas pelo caráter econômico, mas, em última instância, porque serão, também, os instrumentos que ensinarão as crianças e adolescentes “que sociedade é essa”.
Como seria impossível dar conta de “toda a história”, fiz meu primeiro recorte: escolhi estudar como o pós-abolição é apresentado aos leitores dos livros didáticosiv. A justificativa era simples, era sabido que o elemento negro ocupava espaço significativo nos livros enquanto escravizados – numa dolorosa perspectiva de mercadoria que produz outras mercadorias. Mas conhecer a história dos que lutaram por sua sobrevivência, contra o passado de escravização e um Estado que os manteria afastados de direitos, conferia, a meu ver, um sentimento de pertencimento positivo muito maior.
A demanda de uma educação que valorize a cultura e história dos diferentes elementos constituidores da sociedade brasileira emergiu com força nas pautas dos movimentos sociais contemporâneosv. Essa atuação impulsionou a aprovação da Lei 10.639/2003vi, configurando-a em instrumento de valorização da História e da Cultura africana e afro-brasileira. Se a ideia “somos o que recordamos” é verdadeira, como esperar que alunos afrodescendentes queiram sentir-se parte de uma cultura e história dada como inferior? Elemento que teria nascido da escravização, e que teria – quando muito – contribuído apenas com palavras no vocabulário popular e comidas típicas?
Os afro-brasileiros merecem aprender que são originários de um continente cuja riqueza e diversidade construiu Impérios; Nações; Confederações; locais onde a autonomia não foi tomada completamente nem mesmo pacificamente. Devem aprender que descendem de homens e mulheres sequestrados e trazidos para um novo lugar, mas que foram capazes de se articular, criar laços, resistir e negociar, quando possível. Digo sempre: “parem de usar a palavra contribuir, eles não contribuíram, eles formaram o país”, e reforço “todos ganham com esses conteúdos, alunos negros e não-negros aprendem a diversidade que constitui a História”.
Retornando ao percurso da pesquisa, quanto mais eu lia a bibliografia sobre os livros didáticos – amplamente estudados academicamente no Brasil – mais notava que o conteúdo é “a ponta do processo”. Analisar o livro apenas pelo texto, imagem, atividade (dentre tantos outros elementos), era riscar na superfície de um objeto ainda maior.
O programa Nacional do Livro Didático, programa que avalia e compra os livros didáticos que serão distribuídos em todo território nacional. E, ao entrar nessa dimensão, passei a pensar no Edital de Convocação do PNLD como o espaço privilegiado para observar como o Estado é capaz de incitar a renovação de conteúdos didáticos, pois ali se encontram “as regras do jogo”. Qualquer elemento que julgue primordial para avaliação, o Edital precisa deixar claro, caso o contrário pode ser descreditado juridicamente pelas editoras.
E, afinal, quais são as representações dos livros didáticos para o pós-abolição? Os Editais de Convocação do Programa Nacional do Livro Didático auxiliaram na introdução de conteúdos não tradicionais? Os livros didáticos ainda devem ser descartados, como diziam intelectuais da década de 1980? As perguntas são inúmeras, as respostas serão bem abertas, principalmente, porque meu objetivo é propor reflexões e não responde-las com minúcia. Garanto que os livros didáticos mudaram muito depois de iniciadas as avaliações do PNLD, e isso se reflete, em especial, no ensino fundamental por ter sido alvo de maior número de avaliações. Inegavelmente, conteúdos não consagrados na literatura didática,
progressivamente, são incorporados, ainda que com limitações – não nos enganemos, ainda há muito por fazer. Defendo, também, que ele não deve ser descartado, criticado sim, mas compreendido na variedade de forças que lhe dão forma.
Desta forma, percebam o quanto o objeto “livro didático” é complexo, mais ainda, que na educação não existe espaço para amadores. Digo isso porque é crescente um movimento que insiste em criminalizar conteúdos didáticos e práticas docentes, sem se importar em compreender quão complexo é o processo que molda livros didáticos, bem como, a multiplicidade que influi na formação de profissionais da educação – assunto que deixo, inclusive, para especialistas. Movimento que, possivelmente, não é sensível aos conteúdos referentes a cultura e história afro-brasileira, por exemplo, no que tange o ensino das manifestações religiosas, importantíssimas para se compreender as visões de mundo nas diferentes sociedades, mas visto por eles como “doutrinário”.
Chegamos a mais um final de ano, do período letivo e a chegada do 20 de Novembro – Dia da Consciência Negra, também demanda do movimento negro que proponha a reflexão sobre como nossa sociedade lida com as questões raciais –. Momento, portanto, de reflexão sobre nossas ações ao longo do ano, o que aprendemos e o que ensinamos. Espero que nesse esforço se faça presente a preocupação com a importância da educação, alvo dos anseios sociais, mas, também, das políticas públicas, sejam elas as direcionadas aos livros didáticos ou as representações positivas do afro-brasileiro – questões que não estão, nem de longe, desconectadas.
Doutora em História pela Universidade Estadual Paulista, “Júlio de Mesquita Filho”, campus de Assis, a autora do texto tem se dedicado aos temas livros didáticos, políticas afirmativas, movimento negro (Brasil/Estados Unidos), afrodescendentes, biografias e independência de Moçambique. Suas pesquisas usufruíram de apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), incluindo estágio no exterior (University of Pittsburgh) e trabalho de campo (Maputo/Moçambique). Pesquisadora e docente, Mírian Garrido defende uma universidade pública de qualidade e para todos.
Carta Capital


www.youtube.com/watch?time_continue=148&v=vGAoGRq4oVI
Professor Edgar Bom Jardim - PE

sábado, 25 de novembro de 2017

Bom Jardim:Conferência Municipal de Educação

CONVITE
III Conferência Municipal de Educação
LOCAL: Escola Terezinha Barbosa
DATA: 27 de novembro 2017
INÍCIO: 7:30
Fonte:facebook.com/PrefeituraBomJardim/
Professor Edgar Bom Jardim - PE

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Paulo Henrique da Silva, da EREM Justulino Ferreira Gomes é destaque no Programa Jovens Senadores



Na manhã desta quinta-feira (23) o secretário de Educação do Estado, Fred Amancio, recebeu em audiência os vencedores dos programas Jovens Senadores e Jovens Embaixadores. Participaram da solenidade parentes, amigos, professores e gestores de escolas. Na ocasião, Amancio entregou brindes e certificados aos classificados do 10º Concurso de Redação do Senado Federal e dos representantes do estado no intercâmbio nos Estados Unidos.
O 10º Concurso de Redação do Senado Federal/Jovem Senador, que teve o tema “Brasil Plural: para falar de intolerância”, mobilizou 11.528 estudantes em todo estado. Destas, 101 foram inscritas e três foram escolhidas. O projeto leva o vencedor para Brasília para que possa vivenciar o trabalho dos senadores. A representante de Pernambuco será a estudante Willyane Fernanda Barbosa, da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Professor Antônio José Barboza dos Santos, que ganhou o programa com a redação “O Mal da Ignorância”.
“Eu resolvi me inscrever no programa porque me destaco nas redações e queria tentar uma coisa diferente. Sempre gostei de política e até já participei da Conferência da Juventude em Brasília. Saber como se faz as leis, conhecer a rotina dos senadores e ver as votações será muito interessante”, disse Willyane. O segundo lugar ficou com Paulo Henrique da Silva, da EREM Justulino Ferreira Gomes, com a redação “Conhecer Eu Para Acabar com a Intolerância”. Já o terceiro lugar foi para Estevão Teixeira Gomes, da EREM Beberibe, com a redação “Bendita Geni”.
No Jovens Embaixadores, da embaixada dos Estados Unidos no Brasil, houve um registro de 1966 inscrições. Um recorde para o programa. Dois estudantes da Rede Pública Estadual foram selecionados para participar do projeto que irá proporcionar a interação com jovens da sua idade, atividades culturais, de responsabilidade social e de empreendedorismo e liderança e fazer apresentações sobre o Brasil.Abraão José da Silva, da EREM Santos Dumont, e Alice Aurora de Melo, da Escola de Aplicação Ivonita Alves Guerra, foram os selecionados para participar do intercâmbio. “Já tinha tentado duas vezes e essa era minha última chance para entrar no programa. Isso empodera as pessoas, incentiva os estudantes a entender que por meio do seu esforço é possível conseguir o que queremos” afirmou Alice.
“Estou muito ansioso para ter essa experiência. Participar desse projeto vai mudar minha visão de mundo e vai proporcionar várias oportunidades profissionais. Isso também me deixa muito motivado para continuar fazendo o trabalho voluntário” expressou Abraão José.


Fred Amancio parabenizou os estudantes e falou do sentimento de poder proporcionar essas oportunidades para os estudantes. “Nós ficamos muito contentes porque conseguimos perceber que não estamos formando apenas jovens que têm conhecimentos em algumas matérias, mas que estamos formando cidadãos preparados para a vida. Isso mostra o quanto estamos preocupados para que entrem nas universidades e sigam no mercado de trabalho. Esses programas mostram que todos estão preparados para enfrentar qualquer desafio” relatou.
Com informações da Secretaria de Educação PE.
Professor Edgar Bom Jardim - PE

sábado, 18 de novembro de 2017

A 'neurocientista' de 7 anos que faz sucesso ensinando ciência na internet


Amoy Antunet Shepherd
Image captionAmoy é norte-americana e, graças ao Facebook, se transformou em "professora de ciência" com apenas sete anos

Amoy Antunet Shepherd tem 7 anos e, ainda que esteja na escola primária, suas ambições são grandes: quer ser neurocirurgiã.
E até já começou a dar aulas pela internet. "Hoje vamos ver como funciona um neurotransmissor chamado GABA", anuncia em um dos seus vídeos mais populares no Facebook.
"Não, não me refiro a Yo Gabba Gabba (série de televisão infantil norte-americana) , mas sim ao ácido gamma-aminobutírico", complementa, exibindo um sorriso.
Com uma explicação teórica digna de um professor universitário, mas com as palavras que usaria uma menina, Amoy também mostra seu laboratório.
"Estes são meus tubos de ensaio", diz, apontando para pequenos cilindros. "E estes são meus béquers (recipientes de vidro usados em laboratório)", acrescenta, mostrando os instrumentos para a câmera.
"Aqui estão minhas provetas. E estes são alguns dos meus microscópios", detalha ainda, enquanto seu pai registra tudo no vídeo.

Uma paixão de anos

"Eu gosto de ciência porque sempre há algo a aprender. Sempre está mudando", conta a pequena à BBC.

Amoy com seu microscópio (Foto: Amoy Antunet/Facebook)
Image captionO interesse da menina pela ciência surgiu quando descobriu o microscópio que o pai usava para estudar biologia (Foto: Amoy Antunet/Facebook)

Amoy vive em Atlanta, Geórgia, no sudeste dos Estados Unidos, e sua paixão pela ciência começou, aos três anos, quando descobriu o microscópio com o qual seu pai estudava biologia.
Em 2015, ele começou a publicar os vídeos da filha no Facebook. Alguns deles viralizaram, superando 2 milhões de visualizações e 5 mil comentários.
"Uau! essa pequena professora está me ensinando muito sobre neurotransmissores", comenta um de seus seguidores na rede social.
"Excelente, senhorita! Siga em frente com esse bom trabalho!", diz outra seguidora.
"Eu deveria ter ouvido isso antes do meu exame final de neuroteorias", observa um terceiro internauta.
"Adorável", "brilhante", "um gênio", dizem outros.

Futuro brilhante

A menina não só fala sobre neurotransmissores. Também explica em seus vídeos como funcionam o cérebro, o coração, os nervos e que é arco reflexo - a resposta imediata que temos à excitação de um nervo.

A menina conquista a internet com suas explicações científicas e seu sorriso (Foto: Amoy Antunet/Facebook)
Image captionA menina conquista a internet com suas explicações científicas e seu sorriso (Foto: Amoy Antunet/Facebook)

"Gostaria de um dia virar neurocirurgiã, para ajudar a pessoas com transtornos neurológicos, e também de ter meu próprio programa para que as crianças aprendam sobre ciência", diz, em frente à câmera.
É incontestável que o talento da menina desperta surpresa e fascinação por parte de muitos.
Apesar disso, alguns comentários na rede social sugerem que seu pai, Davin Antonio Shepherd, talvez tenha feito pressão demais para transformá-la em uma estrela da internet.
Ele se defende das críticas.
"Não se pode pressionar alguém a aprender algo que não quer aprender", disse ele à BBC.
"Ela é muito apaixonada por ciência. Se quisesse ser cozinheira, eu cozinharia com ela. Mas quer fazer experimentos científicos. E sempre foi muito fácil para mim ajudar a alimentar sua paixão."
Fonte: BBC
Professor Edgar Bom Jardim - PE

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Professor doutor levanta seríssimas suspeitas sobre a Redação do Enem 2017


"Teriam sido os alunos das escolas privadas amigas da atual gestão do MEC pegos de surpresa"? Noutras palavras, o direcionamento (proibido em concursos públicos) do tema favoreceu quem? 
DA REDAÇÃO | O professor doutor pela USP Jeosafá Fernandez levanta em seu blog seríssimas suspeitas sobre a prova de Redação do Enem 2017, cujo tema foi: "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil". Membro da equipe do 1º Enem em 1998, e integrante da banca de redação desse Exame em anos posteriores, Fernandez explica que o tema do Exame não foi — como reza as normas de concursos públicos — direcionado ao seu público-alvo — estudantes de Ensino Médio — mas sim a agentes públicos e pedagogos. Na prática, segundo se depreende do que diz o professor doutor, o MEC infringiu as normas de proposição dessa prova, o que pode ser passível de contestação por parte dos candidatos e até de anulação da mesma.


O erro beneficia quem?

Jeosafá Fernandez vai mais além nas críticas e seu texto questiona a quem a prova de Redação do Enem 2017 teria beneficiado quando ignorou o público-alvo da mesma:
Aliás, quantos estudantes de pedagogia de nossas melhores universidades estariam em condições de tratar desse tema tão específico? Aliás, desafio o ministro da educação a redigir esta redação, sem consulta, neste exato momento. Veremos como ele se sai — qual seria sua nota? Aliás, pergunta meu amigo Plínio de Mesquita: "Teriam sido os alunos das escolas privadas amigas da atual gestão do MEC pegos de surpresa"? Noutras palavras, o direcionamento (proibido em concursos públicos) do tema favoreceu quem? (Grifos nossos)
O ministro Mendonça Filho (MEC) deve no mínimo uma explicação ao povo brasileiro, em particular aos mais de 6 milhões de candidatos que fizeram o Enem 2017. Mendonça, um dos líderes do golpe que afastou a presidenta Dilma (PT) e alçou ao Planalto o ilegítimo Michel Temer (PMDB) não pode intranquilizar os alunos e seus familiares.
Com informações de: amplexosdojeosafa.blogspot.com.br /deverdeclasse.org
Professor Edgar Bom Jardim - PE

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Finlândia faz 'maior reunião de pais e professores do mundo' para planejar educação do futuro

Escola finlandesa
Image captionSistema de ensino, já celebrado internacionalmente, agora planeja reformas de olho nas necessidades das próximas décadas
Novos tempos exigirão uma nova escola. O diagnóstico vem da Finlândia, país cujo sistema, já celebrado internacionalmente, agora planeja reformas de olho em como será sua educação daqui a duas décadas.
A meta é envolver os pais em um amplo debate sobre a agenda que os finlandeses acreditam ser necessária para preservar o nível de excelência do ensino público nos próximos anos.
E para isso, nesta quarta-feira a Finlândia vai realizar simultaneamente, nas escolas públicas de todo o país, o que está sendo anunciado como a maior reunião de pais e professores do mundo.
"O mundo está mudando, as escolas precisam mudar, e o diálogo com os pais é crucial nesse processo, uma vez que eles podem desempenhar um papel significativo na evolução da escola", diz à BBC Brasil Saku Tuominen, um dos organizadores do evento e diretor do projeto HundrEd, criado no país para identificar e compartilhar inovações educacionais em todo o mundo.
Os finlandeses já se perguntam: que tipo de conhecimentos, habilidades e aptidões serão importantes para um aluno em 2030?

'Diálogo permanente'

"Inovação é a chave", afirma Tuominen. "Em um mundo em transformação, pensamos que em 2030, por exemplo, os alunos precisarão estar capacitados tanto em termos de novas tecnologias e da ênfase na criatividade como também no desenvolvimento de habilidades emocionais, autoconhecimento e pensamento crítico."
Escola finlandesa
Image captionProjeto-piloto tem colocado os alunos no papel de professores
A megarreunião de pais é resultado de uma colaboração entre o Ministério da Educação e Cultura, o Sindicato dos Professores, a Associação de Pais de Alunos da Finlândia e o projeto HundrEd.
Mais de 30 mil pais já se inscreveram para participar do evento - e a ideia é transformar a iniciativa em um evento anual.
"Queremos um diálogo de alto nível e permanente sobre os fundamentos da educação do futuro. E mais do que nunca precisaremos de soluções criativas em consonância com a base do pensamento finlandês, que é uma educação em que o aluno tenha prazer em aprender", destaca Saku Tuominen.

Alunos viram professores

Para alavancar o debate, a reunião de pais e mestres será aberta em todas as escolas, que exibirão vídeos curtos com a fala de especialistas e educadores sobre o rumo das reformas em nível nacional, além de filmes sobre inovações que vêm sendo experimentadas em escala local.
Uma dessas inovações é um projeto-piloto que inverte os papéis entre mestres e aprendizes: alunos estão dando aulas a professores sobre o uso mais eficiente de tablets, mídias sociais e câmeras digitais.
Escola finlandesa
Image captionMobiliários foram mudados, e bolas de pilates são usadas em salas de aula
"Os resultados têm sido excelentes", diz Saku Tuominen. "É uma forma eficaz e econômica de capacitar melhor os professores de cadeiras não ligadas à tecnologia, e que também cria laços mais estreitos entre professor e aluno."
Na visão finlandesa, professores não deverão ser apenas provedores de informação, e os alunos não serão mais somente ouvintes passivos.
"Queremos que as escolas se tornem comunidades onde todos possam aprender uns com os outros, incluindo os adultos aprendendo com as crianças", diz Anneli Rautiainen, chefe da Unidade de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação finlandês.
"Habilidades tecnológicas e codificação serão ensinadas juntamente com outros assuntos. Para apoiar os professores, também haverá tutores digitais."

Solução de problemas

Outra inovação a ser apresentada na reunião de pais é um projeto que vem sendo conduzido nas escolas da cidade de Lappeeenranta, no sudeste da Finlândia, para treinar os alunos em técnicas de solução de problemas. O projeto reúne uma equipe de psicólogos, especialistas e educadores.
"A ideia é capacitar os estudantes a desmistificar os problemas, e aprender a focar nas soluções", explica Tuominen.
No raciocínio dos finlandeses, é preciso mudar a percepção sobre o que deve ser ensinado às crianças e o que elas necessitam para sobreviver numa sociedade e em um mercado de trabalho em rápida transformação.
Mochila com bandeira finlandesaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionOs dias são mais curtos nas escolas finlandesas: são menos horas de aula do que em todas as demais nações industrializadas
"As escolas precisam se adaptar aos novos tempos e reconhecer que, com a revolução tecnológica e o impacto da globalização, as necessidades das crianças mudaram. É preciso incluir no currículo escolar temas como a empatia e o bem-estar do indivíduo, além de renovar os ambientes de ensino para motivar os alunos", observa Kristiina Kumpulainen, professora de Pedagogia na Universidade da Finlândia.
O novo currículo escolar adotado em 2016 já inclui um alentado programa de tecnologia de informação, assim como aulas sobre vida no trabalho. Parte dos livros escolares, assim como a maioria do material de ensino, é completamente digital.

Diálogo

A Finlândia, país de 5,4 milhões de habitantes, é conhecida internacionalmente por pensar fora da caixa no que diz respeito à educação, o que atrai a curiosidade de especialistas do mundo inteiro.
Os dias são mais curtos nas escolas finlandesas: são menos horas de aula do que em todas as demais nações industrializadas, segundo estatísticas da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, que reúne países desenvolvidos). Em uma típica escola finlandesa, os alunos têm em média cerca de cinco aulas por dia.
Os estudantes finlandeses gastam ainda menos tempo fazendo trabalho de casa do que os colegas de todos os outros países: cerca de meia hora por dia. O sistema também não acredita na eficácia de uma alta frequência de provas e testes, que por isso são aplicados com pouca regularidade.
E para os desafios dos novos tempos, os pais querem voz ativa.
Para a presidente da Associação de Pais da Finlândia, Ulla Siimes, não há mais espaço para as tradicionais reuniões entre educadores autoritários e pais queixosos.
Saku Tuominen
Image captionSaku Tuominen é um dos organizadores da megarreunião e diretor do projeto HundrEd, criado na Finlândia para identificar e compartilhar inovações educacionais em todo o mundo (Foto: arquivo pessoal)
"Quando perguntamos aos pais o que eles esperam das reuniões com professores, a resposta é que eles querem se sentir incluídos nas questões escolares, e não apenas receber relatórios sobre o que está sendo feito", disse Siimes em entrevista à TV pública finlandesa YLE, ao destacar a importância da reunião de pais e mestres da próxima quarta-feira.
"As experiências pessoais vivenciadas pelos pais décadas atrás podem influenciar as suas concepções sobre como as crianças devem ser educadas nas escolas, e precisamos atualizar nosso modo de pensar para adaptar as técnicas de ensino à realidade da nova era", acrescentou ela.
A reunião também pretende informar os pais sobre os efeitos de mudanças que já vêm sendo implementadas nas escolas do país, como a criação de salas de aula mais versáteis e flexíveis.
Paredes vêm sendo derrubadas para a criação de espaços de ensino em plano aberto, com divisórias transparentes. Em vez das carteiras escolares, o mobiliário inclui sofás, pufes e bolas de pilates.
"No futuro, não haverá necessidade de salas de aula fechadas, e a aprendizagem acontecerá em todos os lugares", diz Anneli Rautiainen.
Outra aposta consolidada no novo currículo escolar é o ensino baseado em fenômenos e projetos, que atualiza a tradicional divisão de matérias e dá mais espaço para que determinados temas - por exemplo a Segunda Guerra Mundial - sejam trabalhados conjuntamente por professores de diferentes disciplinas.
Ainda que não lidere o ranking internacional de desempenho de alunos medido pelo exame Pisa, da OCDE, a Finlândia costuma estar entre os mais bem colocados do mundo. Mas isso não é o que guia as reformas educacionais, dizem educadores.
"A importância de rankings como o Pisa no pensamento finlandês é bastante insignificante. Eles são vistos como uma espécie de medição de pressão sanguínea, que nos permitem considerar, ocasionalmente, a direção para onde estamos indo, mas os resultados dos testes não são nosso foco principal", diz o educador finlandês Pasi Sahlberg. "O fator essencial é a informação que as crianças e os jovens vão precisar no futuro."
"Na Finlândia, o objetivo da educação não é obter sucesso no Pisa", reforça Saku Tuominen, um dor organizadores da reunião de pais. "Nossa meta é ajudar as crianças e adolescentes a florescer e ter uma vida mais satisfatória."
Professor Edgar Bom Jardim - PE