Mostrando postagens com marcador Pernambuco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pernambuco. Mostrar todas as postagens

sábado, 19 de agosto de 2017

Falta abrigo noturno para moradores de rua no Recife


Das 7h às 14h deste sábado (19), na Praça do Arsenal, no Bairro do Recife, um mutirão atendeu pessoas em situação de vulnerabilidade. A ação foi realizada para marcar o Dia Nacional de Luta do Povo da Rua. O evento organizado pelo coletivo Unificados pelas Pessoas em Situação de Rua, rede formada por 20 instituições que trabalham nesta mesma causa, ofereceu atendimento médico, odontológico e estético para a população de rua, além de um café da manhã. 

As defensorias públicas da União e do Estado também estiveram presentes com o objetivo de encaminhar essas pessoas para os órgãos responsáveis pela retirada e regularização de documentos. A ação destacou a necessidade de um abrigo noturno e expôs a alta demanda para auxílios deste tipo. 

De acordo com os organizadores do evento, o planejamento era receber 150 pessoas. A expectativa, porém, foi superada e mais de 250 foram atendidas. O que causou a desistência de alguns interessados no serviço. “Esse pessoal aqui é muito bom, mas isso é muito pouco, porque falta incentivo do governo. Nossos governantes deviam fazer mais coisas assim como a que esse pessoal fez. Ao invés de colocar polícia na rua para prender as pessoas, deviam colocar mais gente para cuidar das pessoas”, observou o morador de rua Arlindo Alves dos Santos, 51 anos. 

“Infelizmente para a quantidade de gente que tem na rua, isso é muito pouco. Não deveria ser uma vez ou outra, deveria ser algo constante, algo de verdade, não só para comemorar data. Porque alimentação mesmo, você come hoje, mas e amanhã como vai fazer para comer?”, completou o morador de rua. A preocupação dele é real. Segundo um levantamento dos abrigos da Prefeitura do Recife, de novembro de 2016, 1040 pessoas foram identificadas em situação de rua, destas, 10% vivem há mais de dez anos na rua. 

Arlindo mora na rua desde que foi expulso de sua casa por traficantes no meio do ano passado. Assim, ele foi ao mutirão em busca de receber a ajuda da defensoria pública, e conseguir reaver seu imóvel. Apesar de ter chegado no início do ato, ele não usufruiu de todos os serviços ofertados. “Desde manhã cedo estou aqui e não consegui tomar banho nem comer, porque tinha muita gente. Só consegui cortar meu cabelo, mas a barba eu mesmo que fiz. Vim aqui mais para receber um encaminhamento da defensoria pública, e consegui”, contou.

O intuito da ação foi também chamar atenção para a construção de um Abrigo Noturno, algo que não existe no Recife. “Hoje, a gente tem no Recife abrigos integrais, mas não atende a demanda, que é bem maior, inclusive, do que a prefeitura informa. Mas a demanda maior é mesmo para um abrigo só noturno. Porque muitas das pessoas que vivem na rua, durante o dia, têm ocupação. Ou seja, eles tem uns bicos ou trabalhos informais que deixam ocupados nesse turno. Assim eles não demandam um abrigo durante o dia”, explicou Rafael Araújo, coordenador do grupo Samaritanos, que participou da ação na Praça do Arsenal.

Apesar da cidade conter abrigos de média e longa permanência, o funcionamento ocorre só até o início da noite. Mas o período noturno é o mais perigoso para quem mora na rua, como explica Rafael Araújo. “Muitas das pessoas que vivem na rua, durante o dia, tem ocupação. Ou seja, eles tem uns bicos ou trabalhos informais que deixam ocupados nesse turno. Assim eles não demandam um abrigo durante o dia”. 
Professor Edgar Bom Jardim - PE

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Crescer em São José do Egito: a trilha sonora poética de viver no Sertão pernambucano

Em São José do Egito, cidade conhecida como Berço Imortal da Poesia, tudo vira rima. E a vida do povo, desde muito cedo, ganha beleza e métrica - há um poeta em cada esquina. Nossa história é um bom exemplo, são matérias-primas, cultura e educação. Ela começa na Escola Técnica Estadual Professora Célia Siqueira, onde jovens querem fazer poesia e canção. Eles planejam ganhar a vida como engenheiros, médicos, advogados - mas a paixão pelos versos é a maior das certezas à qual têm chegado. Criaram, em 2016, o grupo Poesia Cantada: cantam e declamam músicas brasileiras de outras décadas, dizendo terem nascido na época errada.
“Nosso repertório é feito de clássicos da MPB, hits da Jovem Guarda, boleros, coisas mais antigas. Entre um trecho e outro das músicas, os meninos declamam poesia”, explica Larissa Gabrielly de Souza, 17 anos, a vocalista da banda. Ela canta desde os sete anos e começou bem cedo a fazer planos: quer ser médica e cantora – no destino, ela é quem manda. É o rosto do grupo de sete jovens do Sertão pernambucano, criado para um show de talentos da escola. Há pouco mais de dois anos, a estreia deu tão certo, que decidiram viajar Sertão afora. Articularam pequenos shows e caíram na estrada, levando os violões na sacola. Segredo (Herivelto Martins/Marino Pinto), Pense em mim (Douglas Maio/José Ribeiro/Mário Soares) e Linda flor (Henrique Vogeler/Luis Peixoto/Marques Porto) estão sempre entre as mais pedidas, seja qual for a cidade. A única composição autoral do grupo também ganha aplausos - e se chama Saudade.
Gestor Niedson Amaral é um grande incentivador do grupo. Foto: Rafael Martins/DP
Gestor Niedson Amaral é um grande incentivador do grupo. Foto: Rafael Martins/DP
Quem acompanha tudo de perto, desde o primeiro ato, é um atento gestor. Niedson Amaral, de 40 anos, chegou há dois no centro de ensino e se tornou grande incentivador. “O projeto começou despretensioso, espontâneo, mas tem mudado a perspectiva do grupo quanto ao futuro”, avalia o educador. Ele inscreve o grupo em eventos, dá carona para os shows, aconselha os meninos a continuarem a compor. “Eles se tornam seres humanos mais completos, porque a arte é fundamental para desenvolver a sensibilidade, o exercício de ver o outro”, diz o professor. Na Célia Siqueira, como em todas as escolas estaduais do município, poesia é disciplina da grade curricular. Os professores ensinam as métricas, citam poetas locais, fazem de tudo para estimular. Somente na ETE, são mais de 450 alunos pondo a tal veia poética para trabalhar.
Parentes e vizinhos também entram na roda. Aqui, todo mundo se chama de “poeta”, dizem que é costume secular que não sai de moda. Veja Gabriel Guilherme de Souza, 17, tocador de cajón da banda e filho de artista popular. O pai, Chiquinho do Egito, figura conhecida no município, foi quem lhe ensinou a rimar. “A poesia é uma tradição, isso une as pessoas aqui. Quando entrei no Poesia Cantada, fizemos vaquinha para comprar meu cajón”, lembra o rapaz. “Fomos para a beira da estrada cobrar 'pedágio', todo mundo ajudou”, completa, como quem diz e também faz. Ele quer ser psicólogo, mas não pensa em deixar de tocar. A saga do cajón, ele assegura, serviu para lhe ensinar: a poesia é força poderosa nessas bandas que não se pode ignorar.
Jovens servem como referência na escola para manter a poesia viva. Foto: Rafael Martins/DP
Jovens servem como referência na escola para manter a poesia viva. Foto: Rafael Martins/DP
Completam a tal banda Péryclys Pereira da Silva, 19, e Rodrigo Veras da Silva, 17, de quem não é irmão. Também Edvaldo da Silva Pereira Filho, 16, Mikael da Silva de Melo, 17, e Everson Heleno Aguiar, 17, são dos poetas a roubar a cena no Sertão – na tal banda, juntam-se aos vocais de Larissa e ao cajón de Guilherme, que já ganharam apresentação. Péryclys e Rodrigo, os trovadores do grupo, são quem improvisam os versos conforme o tema da canção. “Tentamos incentivar os mais novos a continuarem, criarem coisas parecidas que mantenham a poesia viva”, diz Péryclys, junto aos planos de gravar um disco até o próximo São João. 
Concluída a escola técnica, os meninos querem fazer faculdade, vão cada um pra uma cidade, sabem do risco de se separar. Larissa quer cursar medicina, Rodrigo, fisioterapia e Péryclys quer advogar. O sonho era viver de rima, mas se ser adulto e sonhar nem sempre combina, eles pretendem conciliar. “A música e a poesia que a gente faz nem sempre têm espaço no mercado, sobretudo fora de São José do Egito”, lamenta a menina que só quer cantar. “Hoje toca muito sertanejo, é muito difícil pra quem gosta de outras coisas”, pondera Larissa na escola, onde todo fim de semana vai ensaiar. Ela canta, sonha e estuda, lhe disseram que a poesia tudo muda e pode a sua sorte virar. Essa reportagem é para Larissa - e quem faz poesia com ela - nunca desanimar: a vida dá muitas voltas, é preciso colocar os sonhos nas costas e por eles querer lutar. Mas no fim tudo se ajeita, o percurso é o que mais se aproveita, só não vale deixar de rimar.
Diário de Pernambuco.
Professor Edgar Bom Jardim - PE

A população desonesta e a violência do cotidiano no Recife


Cerca de 180 mil pessoas embarcam sem pagar todos os dias nos ônibus do Recife e Região Metropolitana. O número é equivalente a 10% dos passageiros transportados. Com o intuito de combater fraudes nos coletivos, o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana/PE) lançou, nesta quinta-feira (17), a campanha "Faça Certo".

Por outro lado, os passageiros reclamam da falta de fiscalização e de pontos de recargas inativos, no caso dos BRTs. “Acho que a maneira de inibir isso aí com segurança é colocando orientadores nos pontos para instruir o povo", observou Emerson Silva, de 26 anos. " Fora isso, a maioria do pessoal que eu vejo reclamando é que os pontos de recarga estão quebrados. Eles tem que andar até outro terminal para poderem fazer a recarga", completou Emerson. 

Segundo o consultor da Urbana/PE, Bernardo Braga, o embarque irregular é um dos grandes problemas enfrentados diariamente. "Os embarques irregulares e fraudes no sistema são um dos principais problemas que o setor de transporte público enfrenta. Eles impactam diretamente na qualidade do serviço, no conforto dos usuários e também no custo do deslocamento, ou seja, no valor da passagem", disse.

Para ajudar no processo de conscientização da população, equipes de fiscalização e orientação estarão em todos os principais corredores dos coletivos da Região Metropolitana do Recife (RMR). "A situação é grave, cerca de 10% dos passageiros transportados embarcam de forma irregular, isso representa 180 mil pessoas diariamente sendo transportadas sem efetuarem o pagamento da tarifa", afirma Bernardo.

Aumento da passagem
Ainda de acordo com o consultor, a tarifa da passagem é calculada dividindo o custo da operação pela quantidade de passageiros pagantes. "Se essa quantidade é reduzida, a passagem fica mais cara. Se a gente conseguir reduzir o impacto das fraudes, através desse esforço, conseguiremos melhorar relação entre custo e arrecadação e isso certamente pode ser repassado para a o valor da tarifa", relata.
Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco
Professor Edgar Bom Jardim - PE

Hospital de Câncer promove simpósio


A terceira edição do Simpósio em Oncologia começa nesta sexta (18) terá mesas e conferências com especialistas renomados para discutir as perspectivas e o futuro do tratamento do câncer. O evento é promovido pelo Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) até o sábado (19) e deve reunir mais de 200 estudantes de profissionais da área de saúde. A programação completa está disponível no site do HCP.

Um dos palestrantes é o médico Renato Martins, professor de Medicina e diretor da área de tumores sólidos do Seattle Cancer Care Alliance/Universidade de Washington. Vindo dos EUA, o professor abordará, ainda, a pesquisa clínica em Oncologia e o tratamento de cânceres de cabeça e pescoço metastáticos.

SERVIÇO
III Simpósio em Oncologia
Data: 18 e 19 de agosto
Local: Hotel Courtyard by Marriott, em Boa Viagem

Professor Edgar Bom Jardim - PE

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Bela vitória do Náutico


A agonia, enfim, parece dar uma trégua ao Náutico. Na noite desta terça (15), o Timbu mostrou que sua reação na Série B não é mero fogo de palha e venceu mais uma vez. A terceira vitória nos últimos quatro jogos. A "vítima" da vez foi o Figueirense, que perdeu por 2x0 na Arena de Pernambuco. Os gols do confronto foram anotados pelo meia Giovanni e o veterano atacante William. Com o resultado, os alvirrubros chegaram a 17 pontos e, provisoriamente, deixaram a lanterna da Série B. 

O Náutico começou a peleja como era de se esperar de uma equipe no desespero. Postada ofensivamente, brigando pelas sobras de bola, ainda que pecasse na qualidade. E o placar não tardou a ser aberto. A primeira grande chance saiu em um lance de bola parada. Erick bateu escanteio rasteiro, para a entrada da área. Giovanni, que voltava após um mês parado por conta de lesão, ajeitou com a esquerda e bateu forte com a direita, sem chances para Saulo, aos 17 minutos de jogo.

Os visitantes responderam pouco depois com Luidy, que mandou para fora. Não demorou muito para o Timbu retomar as ações do jogo. E o segundo gol também aconteceu sem muita demora. Aos 31 minutos, Giovanni, sem dúvidas o nome do jogo, descolou um belo passe, da intermediária, que cortou a linha de defesa do Figueirense. Breno Calixto ficou com a bola e rolou para o estreante William, livre de marcação, estufar as redes e fazer 2 x 0 para os alvirrubros.
Fonte:Folha de Pernambuco
Publicado em 16/08/2017.
Professor Edgar Bom Jardim - PE

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Promotor de Bom Jardim não recebe comerciantes para falar sobre segurança

Associação comercial divulgou comunicado ao público. População quer ação das autoridades para garantir paz social e medida protetiva para menor infrator. 

Comunicado!!
A Associação Comercial Industrial e Agropecuária de Bom Jardim comunica aos associados que uma representação composta por sete representantes de estabelecimentos comerciais compareceram e tentou, sem êxito, uma audiência sobre Segurança Pública com o Promotor Público, que comparece ao município as segundas e quintas - feiras. Na oportunidade, solicitamos para a próxima quinta - feira (17/08), a confirmar caso tenta vaga em agenda.
Diante das reuniões realizadas pela Associação Comercial com pauta exclusiva sobre o tema, solicitação de Audiência Pública aprovada na Câmara de Vereadores desde fevereiro e ainda não realizada, a Reunião promovida pelo Capitão PM Marcondes do Destacamento local com cem participantes entre comerciantes e populares, entrega de ofício ao Secretário Municipal de Administração, Comandante da PM, Vereadores, Rádio Cult – FM com sugestão em curto e médio prazo aprovadas em consenso e a situação agravada com arrombamentos, assaltos e furtos constantes e diários ao comércio e residências, a comissão apelou para o Juiz de Direito da Comarca, que prontamente atendeu e ouviu a preocupação coletiva, a quem a Associação agradece o atendimento sem agendamento.
Informamos ao Doutor Juiz de comentários das duas tentativas de assassinato que o foi vítima o “menor infrator” e que para própria segurança dele, o recolhimento para medidas socioeducativas seria a solução.
O Meritíssimo Senhor Juiz solicitou os registros do Fórum sobre as reincidências do (s) infrator (res) de assaltos e arrombamentos. Para surpresa de todos, inclusive do Juiz, só constava uma anotação do ano de 2015, embora vários comerciantes presentes testemunhassem terem registrado queixa formal na Delegacia de Polícia local.
A Comissão de Comerciantes foi aconselhada a procurar também o Delegado de Polícia Civil, que atende a população nas terças e quinta - feiras.
Desde já, convidamos todos da Comissão e outros associados para amanhã, às 09h00min horas, comparecerem a Delegacia de Polícia.
POR UM BOM JARDIM MAIS SEGURO PARA TODOS. 

Fonte: Associação Comercial de Bom Jardim - PE. 14 de agosto de 2017.
Publicado em 14/08/2017.

Professor Edgar Bom Jardim - PE

1.529 novos policiais militares em Pernambuco


A Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) ganhou 1.529 novos sargentos na manhã desta segunda (14). A solenidade de conclusão do curso de Formação de Sargentos da PMPE aconteceu no quartel do Derby, na área central do Recife, com presença do governador do Estado, Paulo Câmara. Os novos policiais vão atuar na Capital (796), na RMR (313), na Zona da Mata (114), no Agreste (160) e no Sertão (146).

O curso de Formação teve duração de 120 horas e foi ministrado no Campus de Ensino Metropolitano I, da Academia Integrada de Defesa Social, localizado no bairro do Curado. "Esta é a primeira turma a se formar em 2017, e, desde 2015, a administração estadual já formou 4.925 sargentos da Polícia Militar, contando com essa nova turma. Desde 2007 foram formados 6.446 sargentos em Pernambuco", disse Câmara. O governador falou que os números da violência no Estado não são bons, e que o reforço vai ajudar a chegar as resultados que Governo busca, que é a redução da violência.
Questionado a respeito do número de assaltos a ônibus na RMR, Paulo Câmara disse que a PMPE está trabalhando em parceria com a Polícia Civil de Pernambuco na proteção dos corredores por onde passam os coletivos. "Muitas prisões foram feitas, mas sabemos que a violência do dia a dia aumentou. A questão de drogas tem nos preocupado muito. A gente tem que proteger o cidadão e todo esforço é feito para dar resultados mais rápidos. Com a formação dos sargentos e, agora, com a formação de novos policiais, teremos mais presença e mais capacidade de reação", comentou.
Professor Edgar Bom Jardim - PE

domingo, 13 de agosto de 2017

PM morre em acidente com arma de fogo


O policial militar Jackismar Siqueira Souto se feriu na região do tórax pouco após assumir o serviço na 8ª Companhia Independente (CIPM) de Pesqueira na manhã deste sábado (12). Poucas horas depois, ele faleceu em hospital em Arcoverde.

Segundo a Polícia Militar, o acidente aconteceu dentro do alojamento do CIPM. Quando foi encontrado, pouco depois do disparo, Jackismar estava consciente e informou que a arma disparou quando ele a retirou da bolsa. Ele foi socorrido rapidamente, mas não resistiu.
Fonte: Folha de Pernambuco.
Publicado em 13/08/2017.
Professor Edgar Bom Jardim - PE

O Brasil sente fome

"A gente não vive, vegeta"

Dona Ester cuida de cadeirantes; Leydiane é mãe, viúva, e suspeita estar grávida; Felipe vive em barraco inflamável
São quatro graus de fome de acordo com a Escala Brasileira de Segurança Alimentar (Ebia), que mensura a percepção das famílias em relação ao acesso aos alimentos, através de questionário aplicado conjuntamente com a Pesquisa Nacional de Amosta de Domicílio (PNAD). 

No Grau 1, as pessoas têm acesso regular aos alimentos. O Grau 2 é leve: há incerteza quanto ao acesso a alimentos no futuro ou qualidade inadequada dos alimentos. Já o Grau 3 aponta para uma situação moderada, com redução quantitativa de alimentos entre os adultos e/ou ruptura nos padrões de alimentação resultante da falta de alimentos entre adultos. Por fim, no Grau 4, a situação é grave: é quando há redução quantitativa de alimentos entre crianças e/ou quando alguém fica o dia inteiro sem comer por falta de dinheiro para comprar alimentos.


Situação de insegurança alimentar: Grau 4 - grave 

Leidyane da Silva, 22 anos | Escolaridade: 7º ano do Ensino Fundamental
Mikaele da Silva, 4 anos. | Escolaridade: Está na pré-escola
Renda fixa familiar total: R$ 141 do Bolsa Família
Bairro do Pina, Zona Sul do Recife


Há três formas de entrar na comunidade de palafitas localizada entre as pontes do bairro do Pina: pela abertura no muro no início da ponte que liga Boa Viagem ao Centro do Recife, por um portão atrás do Centro Esportivo da comunidade ou pela água. São em torno de 30 famílias vivendo na e da maré, quantitativo que cresceu nos últimos tempos.

Esta é uma comunidade de pescadores, famílias que tiram o sustento da água, que vivem entre as pontes. É fácil ver; difícil é entender como vivem a andar pelas vielas suspensas que se equilibram, tábua sobre tábua. Ali, todo mundo tem cachorro, criam galinhas, galos. Os barracos, um colado do outro, têm frestas por onde se vê a água, por onde entram ratos, por onde pode até cair crianças. Ali, as pessoas se ajudam e não morrem de fome por isso, porque, se falta, alguém vai aparecer, de longe ou de perto, para socorrer.

Leydiane da Silva, 22 anos, viúva e mãe, diz que suspeita estar grávida. Fumando, conta que a menstruação está atrasada e que faz dias que não tem notícias do “namorido”. O falecido marido, pai dos dois filhos que teve, foi assassinado poucos meses depois que o caçula morreu afogado na maré. “Descuidei um instante, ‘mulé’. Estava organizando a festinha de um ano dele”, conta. Mikael Marlisson faria um ano no dia seguinte à sua morte. Mikaele, a irmã, de 4 anos, chega perto e diz, sorrindo: “um carro veio e levou meu irmão, levou meu pai”. As duas moram em um barraco, construído pela própria Leydiane, de um vão só. “Olhe, desculpe a bagunça, é que a eu me mudei pra cá na ‘tóra’”.

Leydi só estudou até a 8ª série porque, depois que engravidou, “ficou difícil ir à escola”. Até o começo deste ano, trabalhava em uma empresa de recicláveis, um subemprego sem carteira assinada e que lhe rendia salário inferior ao mínimo, pago por quinzena. Ficou mais de um ano, mas desistiu, cansou de tanta ruindade. Hoje, sobrevive da ajuda dos parentes, da parceria com a prima, Mikeline, e do Bolsa Família de Mikaele. Quando chegamos para conversar, Leydi e Mikeline se organizavam para fazer o almoço, financiada por uma partilha organizada de trocados.

Fizeram fogo debaixo da ponte usando pedaços de madeira e fitas pretas inflamáveis que fazia uma fumaça mal cheirosa que incensou o ambiente, embora aberto. Entre uma pergunta e outra, mexia o feijão, recebia mais um trocado e corria para comprar o complemento do almoço. Naquele dia, uma terça, comeriam feijão e arroz com peixe pescado ali mesmo, mas “inteiraram” macarrão e fígado. “Fazer o fogo aqui já economiza gás”, ensina. Mikeline se queima no “fogão”, mas volta medicada. “É creme de cabelo, não faz mal não”.

Pergunto a Leidyane o que ela faz com os R$ 140 que recebe de Bolsa Família todos os meses. “Compro umas coisinhas e, o resto, pago a televisão. São R$ 131 por mês, mas só faltam dois meses para terminar”, conta. Repito o que ouço, e ela confirma. “Não dá para ficar sem televisão, né, Tati?”. Mas o que não dá são os R$ 9 que sobram. A conta é impossível. “É difícil faltar, sabe? Mas porque a gente é ‘das correrias’. Quando falta comida, a gente vende o que tem. Dia desses foi o micro-ondas. Sururu tá ruim, então rende pouco. Bom, chega a R$ 12, mas do jeito que tá, fica entre R$ 5 e R$ 8 (o quilo)”.

Tia
Ester Gomes da Silva, 50, é tia de Leidyane. Todos os moradores que contaram suas histórias, emendavam o relato com um “pior é aquela mulher ali, que cuida de duas paralíticas”. Era Ester. Ela sobrevive de benefícios sociais, cuidando de uma filha (Evelin Vitória que, ela conta, é “convulsiva”) e a irmã, Marleide (“paralítica depois de uma queda”). As “especiais” têm 16 e 46 anos e estão sobre as costas curvadas, sobre o corpo magro de Dona Ester, uma mulher de olhar extremamente triste e fala lamuriosa. “Vendo sururu e marisco, mas, minha fia, como eu vou trabalhar se tenho que cuidar delas?”.

Marleide está só de passagem pela casa de Dona Ester e, quando voltar pra a dela, levará consigo a maior parte da renda que hoje sustenta a família. São R$ 1.235 (sendo cerca de R$ 900 do benefício de Marleide). “O dinheiro não dá pra nada. Compro fraldas, remédio, arroz, feijão, miojo, farinha, óleo, iogurte. Fruta e verdura, só quando sobra. Geralmente, só tomate e cebola”, conta. O dinheiro acaba ainda no meio do mês. “Aí a gente vai se virando com pão e leite para encher. Quando tenho, compro bastante ovo e salsicha”. Quando a reportagem esteve na casa, a geladeira só tinha peixe.


Situação de insegurança alimentar: Grau 3 -moderada
Ana Lúcia Fernandes, 50 anos. | Escolaridade: 1ª série do Ensino Fundamental
Profissão: marisqueira
Renda mensal: varia, mas até novembro, terá R$ 250 do auxílio aos pescadores

A reportagem foi duas vezes na comunidade entre as pontes e só na segunda conseguiu conversar com Dona Ana Lúcia Fernandes, 50 anos. Inquieta, ela andava de um lado para o outro, mas aceitou a entrevista. Conta que sempre morou na maré, sempre foi marisqueira, e que foi a construção do shopping que a tirou dali por um tempo. “Tenho um apartamento no conjunto Via Mangue I. Chegaram pra tirar a gente do outro lado (da comunidade que foi desapropriada), mas a gente vive de maré. Se tirarem a gente daqui, vamos viver de que?”.

Ficou caro pra Dona Ana continuar no imóvel que recebeu. Só de conta de luz, R$ 150, inviável. “Aqui, não pago nem água nem luz. Fechado, lá, ainda me cobram R$ 16. Imagine lá dentro, usando ventilador”, conta. Como marisqueira, começou a receber o auxílio na “baixa da pesca” (quatro parcelas de R$ 250). Com o dinheiro, compra “massa, leite, fralda, feijão, arroz, macarrão e passa o mês”.

“Fruta? Filha, a gente não vive, vegeta. Se vai para o apartamento, fica pior. Porque ali não tem como ganhar dinheiro”. Dona Ana conta que nunca trabalhou de carteira assinada na vida porque acredita que “trabalhar pra rico é ser escravo de dois”. Em cima de uma mesa, um pedaço de frango descongela para o almoço que seria serviço para cinco pessoas. “Dá uma beirinha pra cada um e todo mundo come, só não morre de fome”, diz, em tom de brincadeira. 
Fonte: Folha de Pernambuco
Publicado em 13/08/2017.
Professor Edgar Bom Jardim - PE

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Parentes de Eduardo Campos divergem na política

Três anos após a morte de Eduardo Campos, a família do ex-governador de Pernambuco está rachada. Hoje, ela se divide em três correntes políticas: uma do irmão, Antônio; outra do filho e da mulher, João e Renata; e uma terceira via, com a prima Marília.

Eduardo morreu no dia 13 de agosto quando o avião em que estava caiu em Santos, litoral paulista
Eduardo morreu no dia 13 de agosto quando o avião em que estava caiu em Santos, litoral paulista
Foto: BBCBrasil.com
Eduardo morreu no dia 13 de agosto, quando o avião em que fazia campanha para presidente da República caiu em Santos, no litoral paulista; outras seis pessoas morreram. O pernambucano, então com 49 anos, ocupava a terceira posição nas pesquisas com 9% das intenções de voto.
Na família, o cenário atual é de troca de críticas e de disputa por um poder que surgiu há décadas: a "dinastia" começou com o avô, Miguel Arraes (1916-2005), ex-prefeito de Recife e governador de Pernambuco por três vezes.
De um lado está o advogado Antônio Campos, único irmão de Eduardo. Neste ano, ele saiu do PSB - partido do clã desde 1990 e que completa 70 anos neste mês- e se filiou ao Podemos. Nas eleições de 2018, Antônio vai concorrer a deputado federal.
Na disputa, ele enfrentará o próprio sobrinho, João Henrique Campos, um dos cinco filhos de Eduardo. O jovem é visto como o sucessor político de Eduardo Campos. Recém-formado em engenharia civil pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ele tem 23 anos e assumiu, em fevereiro, o cargo de chefe de gabinete do atual governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB).
Nesse aspecto, o jovem repetiu a história do pai, que, também aos 22 anos, virou chefe de gabinete do então governador Miguel Arraes, em 1987.
No dia de sua posse no governo, João afirmou que "ninguém deve ser pré-julgado por ser filho de A ou de B, deve ser julgado pelo serviço prestado."
A terceira corrente é encabeçada por Marília Arraes, prima do ex-governador e, como ele, neta de Miguel Arraes. Vereadora do Recife, ela rompeu politicamente com a família ainda quando Eduardo concorria à Presidência, em 2014. Deixou o PSB, filiou-se ao PT, e deve ser a candidata do partido de Lula ao governo de Pernambuco.
Ana Arraes, mãe de Eduardo, também tem sido cortejada como parceira de chapa de pelo menos dois presidenciáveis. A BBC Brasil apurou que, dentro do PSB, o nome da matriarca é cogitado para dividir uma possível chapa com Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência.
Para isso, no entanto, ela teria de deixar o cargo de ministra do Tribunal de Contas da União (TCU), cadeira que assumiu durante o governo de Dilma Rousseff.

João Henrique Campos é tido como herdeiro político de Eduardo Campos
João Henrique Campos é tido como herdeiro político de Eduardo Campos
Foto: BBCBrasil.com

Briga em família

Uma briga ocorrida no fim do ano passado selou de vez a divisão na família Campos/Arraes. Nas últimas eleições municipais, Antônio se candidatou a prefeito de Olinda, cidade vizinha à capital, Recife. Perdeu no segundo turno, com 43% dos votos - pouco mais de 90 mil. Era sua primeira eleição, ainda pelo PSB.
Paulo Câmara, sucessor de Eduardo no governo do Estado, participou apenas de um ato de campanha de Antônio em Olinda. Isso porque o governador não quis jogar contra os candidatos concorrentes, que eram de partidos de sua base.
Renata Campos e seu filho João também não subiram no palanque de Antônio. Ao final da eleição, ele fez reclamações públicas contra a cunhada, pois se sentiu "traído" pela falta de apoio no próprio partido e na família. Antônio acusou Renata de temer que ele, como um candidato da família Campos, fizesse "sombra" para seu filho João Henrique.
"Renata não foi grata comigo. Eduardo teve minha solidariedade em vários momentos da vida dele", disse Antônio, em entrevista coletiva logo após a derrota em Olinda. "Ela acha que qualquer candidatura, mesmo que não seja antagônica, pode fazer sombra a João. Renata finge não mandar (no PSB), numa pretensa imagem de frágil, enquanto manda nos bastidores o tempo todo."
A reportagem contatou Renata, João e Antônio Campos, mas eles não quiseram dar entrevistas.
Depois da briga, o advogado deixou o PSB e entrou no Podemos, partido mais à direita do espectro político, pelo qual deve se candidatar a deputado federal.
Para Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB, a saída de Antonio não aponta divergências na família. "Lamentamos a decisão dele, que estava há muito tempo no partido. Quem disse que necessariamente todos da família devem estar no mesmo partido? Cada um toma seu rumo", diz.

Depois de perder a eleição em Olinda, Antônio Campos fez críticas ao PSB e a Renata Campos
Depois de perder a eleição em Olinda, Antônio Campos fez críticas ao PSB e a Renata Campos
Foto: BBCBrasil.com

Alckmin na jogada

A mudança de Antônio para o Podemos criou a expectativa de que sua mãe, Ana Arraes, também pudesse deixar a legenda liderada por anos por Miguel e Eduardo.
No mês passado, o senador Álvaro Dias, que deve ser candidato à presidência pelo Podemos, encontrou-se com a ministra do TCU em Pernambuco. Depois da reunião, circulou entre os pessebistas a possibilidade de Ana ser candidata em uma chapa com o parlamentar.
O senador confirmou o encontro, mas disse que eleições não foram o assunto. "Nós conversamos sobre a filiação de Antônio. Até pelo cargo que ela ocupa no TCU, não poderíamos tratar de candidatura", afirmou Dias, em entrevista à BBC Brasil.
O nome da matriarca é cotado ainda como vice de Alckmin em uma eventual candidatura do tucano à Presidência. Quem articula essa aliança é o vice-governador de São Paulo, Marcio França (PSB), aliado de Alckmin e próximo à família Arraes.
Em 2018, França vai assumir o governo depois que Alckmin deixar o cargo de governador para concorrer à Presidência. Com Ana Arraes na chapa, o tucano teria um nome forte no Nordeste, região que historicamente dá vitórias ao PT. Já França, caso consiga conjurar a manobra, ganharia força para um eventual apoio do PSDB a sua candidatura ao governo de São Paulo, segundo a BBC Brasil apurou.
O problema é que Ana, que tem 70 anos, não estaria disposta a deixar seu cargo no TCU. E, em dois anos, ela deve virar presidente do tribunal.
Um deputado ligado à família, que preferiu não se identificar, resumiu a situação: "Acho muito difícil dona Ana se candidatar a algum cargo. Se for pelo PSB, ela estaria numa corrente contrária a de seu único filho vivo, Antônio. Se for pelo Podemos, estaria contra a história de seu outro filho, Eduardo."

Ana Arraes é cotada para ser candidata a vice de Geraldo Alckmin nas eleições do próximo ano
Ana Arraes é cotada para ser candidata a vice de Geraldo Alckmin nas eleições do próximo ano
Foto: BBCBrasil.com

À esquerda

Outra dissidente da família Campos é Marília Arraes (PT), de 33 anos, vereadora do Recife eleita com 11.800 votos. Prima de Eduardo, ela deixou o PSB por divergências com o partido. Em entrevista à BBC Brasil, disse que a sigla não é mais a mesma da época em que era comandada por seu avô Miguel.
"Ideologicamente o partido estava em outro campo, o da esquerda. Hoje, é um serviçal do PSDB ", afirma. No segundo turno das eleições de 2014, o PSB apoiou o tucano Aécio Neves - historicamente, a legenda apoiava candidatos petistas. O próprio Eduardo foi ministro de Lula.
Por outro lado, pessoas próximas à família disseram à reportagem que, em 2014, Marília quis se candidatar a deputada federal, mas teve a legenda negada pelo primo, então presidente do PSB.
No próximo ano, Marília deve ser a candidata do PT ao governo de Pernambuco. Nas redes sociais, ela aparece em fotos ao lado do ex-presidente Lula, também pernambucano e considerado um bom cabo eleitoral no Estado.
Hoje, Marília é oposição a Geraldo Júlio (PSB), prefeito do Recife, e a Paulo Câmara - os dois foram indicados por Eduardo. Um ano antes da eleição, Câmara enfrenta dificuldades: o Estado vive uma escalada da violência e ele é rejeitado por 74% dos eleitores, segundo uma pesquisa de abril.
Câmara e Geraldo Júlio são investigados por suspeita de participação no superfaturamento da Arena Pernambuco, construída pela Odebrecht. Eduardo também foi citado na Operação Lava Jato por irregularidades.
Para parlamentares ouvidos pela reportagem, Marília é a que mais se aproxima ideologicamente do avô Miguel Arraes, um político de esquerda com forte atuação na área social. "Não tenho pretensão de dizer em qual lado Miguel Arraes estaria, mas posso dizer em qual ele não estaria, que é esse projeto liberal e entreguista do PSB hoje", afirma ela.
No entanto, a vereadora não deve ter apoio de toda a família nas eleições, pois a tendência é de que Renata e João permaneçam ao lado de Paulo Câmara.

Marília Arraes, vereadora do Recife, deve ser candidata do PT ao governo de Pernambuco
Marília Arraes, vereadora do Recife, deve ser candidata do PT ao governo de Pernambuco
Foto: BBCBrasil.com

Partido

A crítica de Marília sobre as condições ideológicas do partido é repetida por filiados mais antigos do PSB. A sigla está dividida entre redirecionar sua trajetória mais à esquerda ou se projetar à centro-direita de vez.
Na votação da Câmara que rejeitou a denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer (PMDB), essa divisão ficou latente: 22 deputados votaram pelo prosseguimento das investigações e 11 votaram pelo arquivamento. A executiva da legenda havia decidido ficar contra Temer, mas a líder da agremiação, Tereza Cristina, votou a favor do presidente.
Na votação da reforma trabalhista, em abril, 14 parlamentares votaram favor da medida e 16, contra. Eduardo Campos afirmou em 2014 que era contra mudanças na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).
Para Carlos Siqueira, a "divisão do partido" ocorre apenas na bancada da Câmara. "A bancada é uma instância do partido, não ele inteiro. Pessoas que divergem devem arrumar seu rumo, ou se adaptar às posições históricas do partido. Mas a decisão de entrar ou ficar é pessoal", disse.

'Eduardismo'

Segundo Adriano Oliveira, cientista político e professor da UFPE, a imagem de Eduardo Campos ainda influencia a escolha do eleitor pernambucano. Por isso, a briga por seu legado.
O pesquisador explica o "eduardismo", conceito que ele associa ao lulismo: "Eduardo conseguiu ser uma quase unanimidade: tinha eleitores em todas as faixas sociais, dos mais ricos aos mais pobres. Ele era carismático, tinha capacidade de aglutinar pessoas de várias vertentes e passava a imagem de trabalhador", explica ele.
"Com apoio de Lula, conseguiu alavancar Pernambuco. Claro que, com o tempo, houve um declínio, até por causa de sua morte. Mas seus sucessores, Câmara e Geraldo Júlio, ainda estão aí", diz.
Próximo a Arraes e Eduardo, Carlos Siqueira conta uma história de tom premonitório sobre o destino da família: Miguel não queria que nenhum de seus dez filhos seguissem carreira política.
"Eu perguntava a ele: e seu neto Eduardo? Miguel respondia: ele faz o caminho dele, tem o jeito dele", conta o presidente do PSB. "Arraes tinha receio de ser visto como um coronel do Nordeste, daqueles que têm a família inteira na política."
Professor Edgar Bom Jardim - PE

Prisão de maconha de suspeitos de tráfico de drogas


Um pedreiro de 20 anos e um autônomo, de 37, foram presos na quinta-feira (10) suspeitos de tráfico de drogas em Gravatá, no Agreste de Pernambuco. De acordo com a Polícia Federal, com a dupla foram apreendidos 10 kg de maconha, que estavam escondidos dentro de uma mala.
Ainda segundo a PF, os suspeitos estavam em um ônibus que vinha de Belém de São Francisco, no Sertão. Além da droga, três celulares e R$ 900 em espécie foram encontrados com a dupla.
Os supostos criminosos foram presos em flagrante e levados para a sede da Polícia Federal no Recife, juntamente com o material apreendido
Professor Edgar Bom Jardim - PE